Nem toda obra-prima nasce de meses de reflexão e perfeccionismo exaustivo. Às vezes, o combustível é apenas a pressão e a falta de tempo. Kirk Hammett, guitarrista do Metallica, exemplificou essa ideia em uma entrevista ao canal de Rick Beato.
Falando sobre os bastidores da gravação de “Master of Puppets”, Kirk contou como a pressão do tempo moldou a criação do solo da faixa “The Thing That Should Not Be”. Segundo o músico, ela foi a última a ser finalizada durante as sessões de gravação na Dinamarca. Ele teve apenas 45 minutos para gravar o solo, caso contrário perderia o voo de volta para casa.
“Terminamos a música no estúdio e lembro-me que tive 45 minutos para fazer aquele solo de guitarra porque tinha de ir para o aeroporto. Pensei: ‘É melhor despachar este solo em 45 minutos ou vou ficar em Copenhague mais tempo do que previ'”, contou Hammett.
O solo que ouvimos hoje no disco é exatamente o que foi registrado naquela breve janela de tempo. “É o solo que está no álbum, foi feito em 45 minutos.”
“The Thing That Should Not Be” é a terceira música de “Master of Puppets” e foi escrita em colaboração por James Hetfield, Lars Ulrich, Cliff Burton e Kirk Hammett. A letra foi inspirada no Mito de Cthulhu, criado pelo escritor H.P. Lovecraft. De acordo com informações do site do Metallica, a música foi executada ao vivo 267 vezes.
Sobre “Master of Puppets”, do Metallica
“Master of Puppets” é o terceiro disco de estúdio do Metallica e o último da formação clássica da banda. O baixista Cliff Burton morreu em um acidente de ônibus na Suécia, durante a turnê, em 27 de setembro de 1986.
Frequentemente citado como o maior álbum de heavy metal de todos os tempos, o trabalho foi classificado por Kirk Hammett, durante a conversa com Rick Beato, como um “auge criativo”.
“Sabe, por uma série de razões… Eu senti realmente que foi o auge daquela formação. E quando digo isto, é porque estávamos no auge com o Cliff Burton”, afirmou o músico. “Em termos de arranjos, composição, sonoridade e execução, nos unimos de uma forma que ainda não tínhamos conseguido até aquele ponto”, continuou. “‘Master of Puppets’, para mim, é um álbum muito sentimental. E, mais uma vez, sabíamos que estávamos a criar algo especial. Sabíamos que era provocador e que podia não ser aceito por ninguém, mas estávamos 1000% comprometidos, em cada nota.”
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