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Johnny Marr comenta sua identidade sonora: “O que eu faço é bem europeu”

Em entrevista à Rolling Stone, guitarrista falou sobre a busca por um som que sintetize sua trajetória

Johnny Marr, ex-guitarrista do The Smiths, falou sobre a direção sonora de The Age of Everything, seu quarto álbum de estúdio, em entrevista à Rolling Stone Itália. O músico explicou que o trabalho lançado recentemente buscou reunir elementos de toda a sua trajetória e preservar sua identidade sonora, mas sem recorrer à repetição ou a uma reinvenção completa.

“Minha banda e eu trabalhamos juntos há 13 anos e fizemos muitas turnês. Com este álbum, eu queria aproveitar ao máximo o que conquistamos até agora. Não queria me repetir, mas também não queria me reinventar completamente. De certa forma, queria condensar o melhor de todos esses álbuns em um único som”, afirmou Marr.

O guitarrista explicou que o processo de composição e gravação do disco levou em conta a experiência do fã que acompanha as apresentações ao vivo de seu projeto solo. É importante, para Marr, que o público reconheça sua identidade sonora.

“Sei que chega um momento em que você quer fazer algo completamente diferente, mas desta vez meu objetivo era que qualquer pessoa que me viu ao vivo nos últimos 13 anos dissesse: ‘Ah, sim, era exatamente assim que aquele show soava’. Claro, você também precisa de músicas que as pessoas queiram ouvir repetidamente”, explicou Johnny Marr.

A identidade britânica de Johnny Marr

Falando sobre sua identidade sonora, Marr avalia que, mesmo tendo tocado com a banda americana Modest Mouse e com os canadenses Broken Social Scene, seu estilo continua soando europeu, especificamente britânico.

“O que eu faço com a minha banda é bem europeu, eu acho: eu estava em uma banda indie americana, Modest Mouse, e toquei com músicos americanos e canadenses, como Broken Social Scene, por exemplo. Tenho consciência de que meu som é definitivamente britânico”, admite.

Marr se sente bastante confortável com tal constatação e reconhece que é detentor de uma estética própria, que vem sendo aprimorada ao longo dos anos, a cada álbum. “Se você tem a sorte de ter um som característico, acho que você deve tentar ser você mesmo o melhor possível. Cheguei a um ponto da minha vida em que estou apenas tentando soar como o melhor Johnny Marr que eu consigo”, refletiu o músico.

Ele também relembra a experiência de participar do recente álbum do Gorillaz, The Mountain, no qual pôde contribuir com as músicas “The Empty Dream Machine”, “The Sweet Prince” e “The Sad God”. “Trabalhar no álbum do Gorillaz também me deu a oportunidade de tocar com músicos indianos, de hip-hop e de música eletrônica. Então, sim, eu só queria fazer o melhor álbum do Johnny Marr que eu pudesse: uma espécie de coletânea, essa é a expressão certa. Eu estava tentando fazer uma coletânea de sucessos.”

Lançado no último dia 2 de outubro, The Age of Everything traz 10 faixas, incluindo os singles “It’s Time”, “Ophelia” e “Spin”. O trabalho sucede Fever Dreams Pts 1–4, de 2022.

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