A cantora e compositora carioca Natasha Hoffmann lançou recentemente seu novo trabalho de estúdio intitulado “Não Me Comove”. Composto por três faixas autorais focadas no rock alternativo, o EP é uma crítica direta às dinâmicas desiguais do mercado fonográfico e do machismo estrutural.
A obra busca inspiração direta na essência do samba, especificamente na clássica frase “não me comove o pranto de quem é ruim”, da canção “Tendência”, de Dona Ivone Lara. Embora o som de Natasha não incorpore o gênero, ela utiliza essa premissa para reafirmar sua integridade artística diante das pressões externas e do egoísmo da indústria.
Natasha Hoffmann bate forte no machismo
Sobre o processo criativo e o contexto social da obra, a artista declarou: “Eu escrevi muita coisa para esse EP porque estava frustrada e cansada com a maneira que muitas coisas funcionavam — e ainda funcionam na sociedade hoje em dia. Espero que as pessoas entendam que o mercado ainda é muito machista e que ser artista é bem mais difícil do que parece. O fato de a desigualdade ter melhorado não significa que ela tenha acabado.”
Sonoramente, “Não Me Comove” é essencialmente um disco de rock alternativo que incorpora aqui e ali elementos sonoros do pop, do hip-hop e da música brasileira. Guiado por um excelente trabalho de guitarras e pela voz hipnotizante de Natasha, o trabalho encontra sua força na mensagem contundente das letras.
A produção musical foi realizada por Natasha em parceria com Raphael Dieguez. O lançamento acontece pelo selo Marã Música.
Oriunda do Rio de Janeiro, Natasha Hoffmann fez sua estreia em 2020 com a música “Right Here, Right Now”, um pop alternativo cantado em inglês. De lá para cá, lançou diversos singles e seu primeiro EP, “Amor é um Cão do Inferno”, em 2025. As influências da cantora passam por um leque bastante variado como Ebony, Gal Costa, Olivia Rodrigo e Red Hot Chili Peppers.

