O baixista Felipe Andreoli, do Angra, rebateu declarações anteriores do crítico musical Regis Tadeu sobre a formação e o início da carreira da banda. Em entrevista ao Starling Cast, apresentado por Mateus Starling, o músico contestou a ideia de que o grupo teria sido estruturado como uma espécie de boyband.
“Isso é um problema de quem escuta o Regis Tadeu. Se você escuta o Regis Tadeu o problema é seu cara. Ele vai morrer nessa colina, nunca vai desistir desse papo e quem se importa com a opinião dele que faça disso o que bem entender”, rebateu, em tom de brincadeira, ao ser questionado por Mateus.
Segundo Andreoli, a formação do Angra teve início de maneira orgânica, a partir do ambiente acadêmico da Faculdade de Música e da aproximação entre o guitarrista Rafael Bittencourt e o vocalista André Matos.
“Passou por essa banda uma série de personagens que não foram escolhidos pelo empresário”, declarou o baixista. “Começou orgânico, na Faculdade de Música, com uma banda que o Rafael [Bittencourt] estava montando, ele chamou o André [Matos] para participar e o André não queria cantar, ele queria só ser tecladista porque ele estava na época se dedicando ao piano, estava estudando piano na Faculdade na Santa Marcelina onde eles estudavam juntos.”
A entrada do empresário do Viper
Andreoli explicou que os demais integrantes foram sendo agregados paulatinamente. O empresário entraria em um momento posterior. “Eu acho que o Régis acha todo mundo muito bonitão e aí ele está tentando justificar na cabeça dele que foi esse o motivo [risos]”, brincou.
O músico ainda detalhou que o empresário Toninho já tinha uma relação profissional com André Matos, devido à passagem do cantor pelo Viper, e que sua experiência anterior ajudou a estabelecer contatos para o Angra. “O Toninho ajudou montar todo o esquema e ele já tinha uma rede de contatos muito grande por causa do Viper, então, já tinha contatos no exterior.”
O baixista também mencionou a Rock Brigade e sua relação com a divulgação do grupo nos primeiros anos. “A Rock Brigade que era a revista dele começou como um fanzine, aí ele usou dessa influência compartilhada da banda [Viper] e da revista. Então, dizer que ele usou a influência da revista para alavancar o Angra com certeza, agora a coisa da boyband a única pessoa que eu ouço falando isso é o Régis.”

