Durante uma entrevista à revista Metal Hammer, Steve Harris e Bruce Dickinson falaram sobre as turnês mais marcantes do Iron Maiden. Enquanto o baixista citou o público da América do Sul como o mais apaixonado, o que faz qualquer show ser incrível, o vocalista destacou a turnê de divulgação do álbum Brave New World, que marcou seu retorno ao grupo depois de cerca de seis anos afastado.
Ao ser questionado sobre qual seria a melhor turnê já feita pelo Iron Maiden, o baixista Steve Harris disse que essa escolha depende do critério a ser utilizado. De acordo com ele, se a avaliação for baseada na receptividade do público, as turnês que a banda realizou na América do Sul se destacam.
“Se você pudesse alugar uma multidão de qualquer lugar, seria lá. A desvantagem é que eles são tão loucos que você não consegue sair muito quando está lá, porque você simplesmente não chegaria muito longe. Mas, quando essa paixão se transfere para o show, é incrível. A Grécia também é boa, e Itália, Espanha, Portugal e França dão trabalho para eles”, disse Harris.
Na sua vez de responder, o vocalista Bruce Dickinson disse que a turnê de Brave New World, realizada entre junho de 2000 e janeiro de 2001, tem um lugar especial em seu coração. “Porque foi aquele adorável momento híbrido de sim, algumas coisas antigas e sim, algumas ótimas coisas novas, com uma banda energizada. Todos estavam no auge de suas carreiras e todos adoram uma história de retorno”, justificou. Vale lembrar que essa turnê passou pelo Brasil, no Rock in Rio 3, e o show foi lançado como álbum ao vivo.
A cenografia de palco do Iron Maiden
Quando se fala em shows do Iron Maiden, os cenários de palco são um elemento muito importante. Bruce Dickinson e Steve Harris também foram convidados a eleger aqueles de que mais gostaram nesses 50 anos de banda.
Ao falar sobre seus cenários preferidos, Harris destacou a estrutura utilizada na turnê de Somewhere in Time, na qual mãos cenográficas surgiam dos lados da plataforma da bateria e ele ficava na palma de uma delas. O baixista também mencionou o cenário de Piece of Mind, que contava com olhos iluminados.
“O cenário de Somewhere in Time foi incrível, com as mãos subindo [de cada lado da plataforma da bateria] e eu ficando na palma de uma delas. E o de Piece of Mind, em que os olhos se iluminavam, também foi bom, porque foi um dos primeiros”, disse.
Dickinson, por sua vez, escolheu seu lança-chamas de duas mãos como adereço favorito. “Infelizmente, não há nenhum momento nesta turnê em que ele tenha sido apropriado”, destacou. O vocalista também revelou uma ideia que não chegou a ser concretizada: entrar no palco por meio de uma tirolesa instalada entre a torre de som e o palco. Segundo ele, a execução seria complicada demais. Dickinson ainda mencionou a vontade de levitar e voar durante as apresentações, mas disse que a equipe considerou essas possibilidades difíceis de realizar.

