Eloy Casagrande, baterista do Slipknot e ex-integrante do Sepultura, publicou uma declaração no Instagram em que critica às atitudes de Jair Bolsonaro durante a pandemia e sinalizou voto no atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.”Me resta é escolher alguém que demonstre o mínimo de respeito pela população”, declarou o músico.
O baterista do Slipknot republicou nos stories do Instagram um vídeo do deputado eleito Jones Manoel que mostra uma sequência de falas de Jair Bolsonaro intercaladas por imagens da época da pandemia de Covid-19.
Na sequência, ele publicou um texto com seu posicionamento em relação às eleições presidenciais de 2026. “Não acredito que, na conjuntura política atual, exista algum político absolutamente imune à corrupção. Evidentemente, há diferentes níveis de desonestidade e distintas formas de desprezo pela coisa pública”, escreveu Casagrande.
Embora não mencione o nome de Lula, Casagrande sinalizou que pretende votar no candidato à reeleição. “Diante disso, o que me resta é escolher alguém que demonstre o mínimo de respeito pela população, governe para todos e preserve aquilo que deveria anteceder qualquer ideologia: os princípios mais elementares da convivência humana, da decência e do respeito ao próximo”, diz o texto.
Na sequência, o baterista criticou a família Bolsonaro. “É precisamente por isso que afirmo: família Bolsonaro, nunca mais”. Casagrande também comentou a reação de pessoas que, segundo ele, consideram normal a conduta mostrada no vídeo compartilhado anteriormente. Para o músico, a discussão ultrapassa as divergências políticas e envolve questões de caráter e a disposição de relativizar comportamentos que considera inaceitáveis.
“Agora, se ao assistir a este vídeo do story anterior, você considera essa conduta normal, lamento informar que a discussão já ultrapassou os limites da política. Estamos falando de caráter e da preocupante disposição de relativizar o inaceitável”, finalizou o texto.

Sobre Eloy Casagrande
Eloy Casagrande iniciou sua trajetória profissional ainda jovem e ganhou projeção internacional como baterista do Sepultura, banda brasileira que integrou entre 2011 e 2024. Durante esse período, gravou os álbuns The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart (2013), Machine Messiah (2017) e Quadra (2020), consolidando sua reputação pela técnica e pela força de suas performances. Em 2024, foi anunciado como novo baterista do Slipknot, assumindo o posto após a saída de Jay Weinberg.

