Projetos solo gravados em casa, estreias que levaram quase duas décadas para sair do papel, duos que resgatam o fuzz dos anos 70 e experimentos eletrônicos que preferem o anonimato ao holofote. A cena independente não para, por isso, reunimos cinco lançamentos que passaram longe do radar mainstream mas que têm muito a dizer. Vale o play.
Oneance
Projeto solo de metal alternativo criado em Brasília em 2016, o Oneance é obra de A., músico que prefere o anonimato e conduz sozinho todo o processo criativo (da composição à masterização), no estilo DIY. O nome é um anagrama da palavra “oceanos”, com duas letras modificadas. O som transita entre shoegaze, post-metal e black metal, com letras em formato de poesia que abordam depressão, natureza, religião, tempo e morte. O álbum de estreia autointitulado foi lançado em abril de 2026, com quatro faixas que fogem das estruturas convencionais, sem refrões, seguindo progressões lentas e crescendos típicos do post-rock. Em maio, o projeto lançou “Saliva”, primeiro single do segundo álbum, já em desenvolvimento.
Jonestown
Formado em Estocolmo em 2009, o Jonestown levou quase 17 anos para lançar seu álbum de estreia, “Promise of Enlightenment”, que chegou em maio desde ano, deixa claro que a espera valeu. O disco reúne nove composições originais e duas covers: “Wart Hog”, do Ramones, e “Breed”, do Nirvana. Em aproximadamente 75 minutos de heavy metal, a banda combina a agressividade do thrash com estruturas progressivas e letras que abordam fanatismo religioso, violência geopolítica e guerra. Gravado no Studio for Nations, em Estocolmo, e mixado em Varsóvia por Sebastian Has, conhecido pelo trabalho com o Behemoth, o álbum é o resultado de uma reunião de quatro dos cinco membros originais após anos de inatividade.
Designer
Quinteto de rock formado em Asheville, na Carolina do Norte, o Designer tem como marca registrada uma sonoridade que mergulha fundo no punk clássico dos anos 70. Com uma vocalista à frente, a banda busca inspiração em nomes como Iggy Pop and the Stooges e no proto-metal pesado das Plasmatics, entregando um som que transporta o ouvinte de volta àquela era sem abrir mão de uma identidade própria e contemporânea. O álbum de estreia, “Headcase”, foi lançado no final de maio e traz os ótimos singles “Blood on Your Hands” e “Feverdream”.
Dimestore Freud
O Dimestore Freud nasceu na Michigan State University em 1994 e rapidamente se tornou referência na cena college rock e post-grunge do Midwest americano. Após três álbuns lançados em sua era inicial, a banda retorna em 2026 com “It’s a Bit Fuzzy”, seu quarto disco de estúdio, e o mais pessoal até agora. O material foi recuperado de fitas cassete e bootlegs gravados nos anos 90, escavados dos porões de endereços históricos para a banda em East Lansing. O resultado é uma fusão de blues profundo com o peso cru do grunge, trazendo de volta músicas que existiam apenas na memória dos fãs mais dedicados. Os singles “Daydream”, “Mistress” e “100 Days” lideram o lançamento, disponível em todas as plataformas de streaming.
Infinite Error
Projeto de música eletrônica que cultiva o anonimato como parte central de sua identidade artística, o Infinite Error acaba de lançar seu álbum de estreia, “Plagued by Meaning”. Quem, ou quantos, estão por trás do projeto, não se sabe. O que se sabe é que o disco é uma experiência densa e cinematográfica que transita entre texturas dissonantes, cordas sombrias e paisagens sonoras carregadas de peso existencial. Sobre o álbum, o projeto declarou: “Este álbum é como uma casa que foi habitada por muitos anos, uma casa que foi marcada pela humanidade de quem a habita. Nove faixas que soam como transmissões de um futuro fraturado, onde emoção crua e design sonoro intrincado se encontram em território próprio. Disponível nas plataformas de streaming.
Playlist de novidades:
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