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Guia de Descobertas: Colepitz, Changing Places in the Fire,  Ambimatix e mais

Confira mais uma rodada de lançamentos independentes de rock e metal que você precisa descobrir e ouvir agora

Do Maine a Caracas e Melbourne, passando pela Austrália Ocidental, Brooklyn, Liverpool, Finlândia e Hungria: sete projetos que chegam com histórias tão fortes quanto as canções. Uma banda que volta depois de 17 anos de hiato, um coletivo de exilados venezuelanos que compõe à distância entre continentes, um álbum-conceito narrado pela perspectiva de uma inteligência artificial. A cena independente continua entregando muito.

Colepitz

Depois de 17 anos afastados dos palcos, os fundadores Rob Korhonen e Ray Suhy trazem de volta o Colepitz, agora completado por Shane Kinney, colaborador dos primórdios da banda. Formada em Biddeford, no Maine, a banda traz na bagagem o álbum “No Tomorrow Tonight” e rodou o país ao lado de nomes como Chimaira, Glassjaw, Candiria, Shadows Fall e Unearth — chegando a ter a faixa “Puppet” usada em um episódio da série Supernatural. O single de retorno, “End of Everything”, foi construído em parceria com o compositor vencedor do Grammy Dave Gutter e mixado por Sky Van Hoff, produtor conhecido pelo trabalho com o Sleep Token.

Changing Places in the Fire

Formada por cinco músicos venezuelanos espalhados entre a América do Sul e a Europa, a banda Changing Places in the Fire faz rock alternativo genuinamente inventivo e consciente de sua assinatura autoral. Dialogando com a profundidade estético-estrutural de Tool e A Perfect Circle, a banda acaba de lançar o primeiro álbum, que traz como destaque o single “A Case Against the World”, chamando a atenção pela versatilidade técnica e emocional das linhas vocais e pela dinâmica instrumental expansiva.

Ambimatix

Artista independente finlandesa, Ambimatix apresenta uma narrativa audiovisual no álbum de estreia “ERROR 87”, em que a história é contada inteiramente pela perspectiva de uma inteligência artificial, em oito capítulos que traçam o caminho de uma serva dedicada a uma autodeclarada deusa digital. O som combina djent e nu metal com synths eletrônicos, grooves de hip-hop e uma veia pop, em uma estética que remete a artistas como Spiritbox e Poppy. A cantora se destaca pela entrega versátil, navegando por diferentes estilos com uma intensidade de arrepiar.

Armchair Riot

Vindo da cena musical da Austrália Ocidental, o power trio Armchair Riot — formado por Glenn Breslin (voz e guitarra), Paul Howard (bateria) e Ian Thomson (baixo) — lançou em abril seu álbum de estreia autointitulado. O trabalho mistura riffs pesados com composições emocionalmente carregadas, bebendo do grunge dos anos 1990 e das sonoridades de Queens of the Stone Age, Nirvana, Soundgarden e Black Sabbath. Ativa desde o início dos anos 2020, a banda já construiu reputação por shows elétricos e por letras que exploram rebeldia, resiliência e as complexidades da vida moderna.

Matt C. White

Multi-instrumentista de Brooklyn com passagens pelas bandas Certain Death, 95 Bulls, San Salvo e Grandpa Jack, Matt C. White faz um som que pode ser classificado como rock alternativo com forte influência do psicodélico dos anos 1970, misturado com elementos do stoner rock. Na bagagem, o músico traz os álbuns “Wallow in the Hollow” (2008), “Punishers” (2023) e “A Cosmic Year” (2025). O músico acaba de lançar sua nova música, “Ursa”, uma faixa com estrutura ascendente, que ganha peso, força e intensidade à medida que avança rumo a um final avassalador.

Rise

Quarteto de Liverpool formado por Sam Kinley (baixo e voz, também conhecido como stayMellow), Paul Kinley (teclados e backing vocals), Alex Mahoney (bateria) e Brian Petch (guitarra), o Rise faz indie rock com ganchos vocais melódicos e instrumental que combina sintetizadores e guitarras. Eles têm lançado ótimos singles em 2025, sendo “Dreams” o mais recente, gravado no Whitewood Studios e produzido por Rob Whiteley. A música, que fala sobre os planos e sonhos que traçamos sem ter um mapa claro de como chegar lá, apresenta um som vibrante com pegada pop irresistível, unindo um instrumental que lembra a energia do The Killers a vocais que trazem toda a atitude do Kings of Leon.

Körmendi Richárd

Da Hungria, Körmendi Richárd apresenta um som que vai agradar quem gosta de metal moderno com peso e profundidade. Entre os singles lançados em 2026, o destaque fica por conta da ótima “You Become My Only”, com atmosfera densa e feeling noturno, unindo guitarras cortantes com timbres firmes e uma produção robusta. A dinâmica do arranjo é criativa, trazendo inclusive partes acústicas que chegam de surpresa. Mas o destaque vai para o vocalista e sua expressiva voz, que explode em um refrão intenso cujo timbre remete a Serj Tankian, do System of a Down.

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