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Larry Mullen Jr. relembra afastamento do U2: “Eu me senti humilhado”

Baterista falou sobre as dificuldades físicas que o impediram de participar dos shows em Las Vegas

O baterista Larry Mullen Jr., do U2, falou sobre os problemas físicos que o levaram a se afastar temporariamente da banda e ficar de fora da residência do grupo na Sphere, em Las Vegas, em 2023. Em entrevista à Rolling Stone, o músico descreveu os sentimentos provocados pela situação.

Durante anos, Mullen conviveu com um problema no pescoço causado por uma fusão congênita em uma articulação facetária. Segundo o baterista, a condição não o impediria de realizar suas atividades se não fosse constantemente agravada pelos impactos relacionados ao trabalho.

Entretanto, a condição começou a piorar no período da covid-19, o que, posteriormente, forçou o baterista a paralisar as suas atividades com a banda. Ele afirma que o sentimento na época foi de humilhação. “Existe uma certa humilhação quando você se machuca e não consegue superar, e eu me senti humilhado. E é algo meu — é problema meu”, disse Mullen à Rolling Stone.

Mullen participaria da residência em Las Vegas

Mesmo diante dos problemas físicos, Mullen inicialmente concordou em participar da residência do U2 na Sphere. A oportunidade surgiu por volta de 2022, mas seu fisioterapeuta posteriormente o alertou de que ele não conseguiria completar os ensaios.

“Eu me inscrevi. E então, algumas semanas depois, meu fisioterapeuta me disse: ‘Você não vai conseguir terminar os ensaios. Então você precisa desfazer isso’, o que foi muito difícil, muito complicado de desfazer, porque eu já tinha assumido um compromisso”, relatou o baterista do U2.

O U2 fez 40 shows na Sphere, em Las Vegas, durante a residência que durou de setembro de 2023 a março de 2024 e tinha como tema a celebração dos 30 anos do álbum Achtung Baby (1991). Para o posto de Mullen, a banda recrutou Bram van den Berg, baterista holandês conhecido por seu trabalho com o grupo Krezip.

Mullen chegou a assistir às apresentações da residência e admitiu que não se sentiu desconfortável com a situação como era de se imaginar. “A banda estava fazendo o que precisava fazer”, disse. “Aquelas partes de bateria são minhas, aquelas partes que eu tocava quando era criança, muitas delas sem realmente saber o que estava fazendo. E eu estava ouvindo essas partes sendo tocadas muito bem pelo Bram, e eu era grato por isso. É estranho dizer isso, mas era verdade”, declarou.

Sobre o sentimento de humilhação, Mullen ressalta que não havia relação com a banda e sua decisão de seguir adiante com o projeto. “Eu não tinha a sensação de ter sido deixado para trás. Todos aqueles sentimentos eram meus — eram sentimentos pessoais de humilhação. Mas não tinham a ver com a banda. Eram direcionados a mim mesmo.”

Em outra parte da conversa, o músico ainda acrescentou: “Esse é o custo de se fazer negócios. É complicado ser amigo, ser cordial e estar nos negócios. Então, sim, todos nós temos sentimentos. Então, não vou mentir, foi difícil, mas ninguém me impôs isso.”

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