De timbres sombrios que resgatam a nostalgia do rockabilly a composições densas do metal progressivo, nossa seleção de hoje atravessa continentes para trazer o que há de mais autêntico no underground global. Mergulhamos nos universos de artistas que estão moldando novas identidades sonoras, do Brasil à Noruega, unindo peso, técnica e emoção crua.
Dorian Graves – “Hellbound Swing”
Alemanha
Dorian Graves é um artista musical e visual que trabalha sob o selo independente Wild Rebel Records, focado em universos sonoros sombrios, crus e cinematográficos. A faixa “Hellbound Swing” é um rockabilly com uma pitada de Gótico e Post-Punk, apresentando uma voz profunda, robusta e sombria sobre um ritmo dançante — como um “Elvis Presley envenenado”.
Amy Jean Nobles – “Ballots Ballads and Bullets”
Estados Unidos
Amy Jean Nobles é uma artista americana que criou o projeto “American Wreckage”, “uma jornada de 30 trilhas” concebida como um “elogio a um sonho que está desaparecendo e um manifesto de resistência”. A faixa “Ballots Ballads and Bullets” possui muitos atributos de alta qualidade, a começar por sua proposta estética, sonora e conceitual muito bem definida. A gravação apresenta um vocal com um timbre imponente e sedutor, ao lado de um coro de vozes que proporciona uma atmosfera ritualística.
Zugar – “Unbroken”
Alemanha
Zugar é uma banda de Groove Metal de Baden, Alemanha, impulsionada por riffs pesados e graves, ritmos pulsantes e uma inconfundível sensação de energia. “Unbroken” é um Thrash Metal com identidade própria; embora mostre influências claras de Megadeth — especialmente nos riffs de guitarra e harmonias — consegue deixar sua própria marca. É um “banger” de alto calibre.
Evansmoon – “Again and Again”
Canadá
Evansmoon é uma banda canadense que acaba de lançar “Celestial”, seu álbum de estreia. A música “Again and Again” traz influências de artistas como Tool, Karnivool, Breaking Benjamin e Alter Bridge. A música é muito bem construída, apresentando vocais melódicos e expressivos que transmitem emoção genuína, especialmente no refrão forte e cativante.
Octohawk – “Make it on the Crust”
Noruega
Octohawk emergiu do underground norueguês em 2020, unindo músicos experientes com uma visão compartilhada de Metal Progressivo. “Make it on the Crust” é uma surpresa fantástica! A música apresenta um metal inovador e inteligente que evita completamente os clichês do gênero. As guitarras são pesadas e robustas, proporcionando uma base sólida para linhas vocais que se destacam tanto pela criatividade quanto pela profundidade emocional.
Seven Factor – “The Priest”
Estados Unidos
Os americanos do Seven Factor acabam de lançar o single “The Priest”, faixa que traz uma instrumentação pesada e atmosférica que causa um impacto imediato. A banda demonstra grande habilidade em lidar eficientemente com todos os elementos fundamentais do Industrial Metal, construindo uma identidade própria.
New Dawn Temple – “Jack Knife”
Estados Unidos
Oriundo de Charlotte, Carolina do Norte, o New Dawn Temple é uma banda que acaba de estrear o seu primeiro single, “Jack Knife”. A música demonstra claramente influências de bandas de Thrash como Metallica e Megadeth, mas também incorpora melodias e dinâmicas do Grunge, remetendo a nomes como Alice in Chains.
Stereogarcia – “Crisis”
Brasil
Stereogarcia é um projeto brasileiro de Rock Alternativo que explora atmosferas intensas, riffs marcantes e letras carregadas de emoção. “Crisis” apresenta uma sonoridade que remete ao Soundgarden da fase “Down On The Upside”, mas é notável que a banda possui uma identidade própria. O instrumental é muito bem desenvolvido, apresentando riffs fortes e uma linha de baixo marcante que estabelece um excelente diálogo com os arranjos de guitarra.
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