O guitarrista do Creed, Mark Tremonti, trouxe à tona, em entrevista ao site Classic Rock, memórias sobre o início da trajetória da banda. Segundo o músico, o sucesso global não foi fruto de um planejamento corporativo, mas sim de um esforço genuíno e amador de estudantes universitários.
Durante a conversa, Tremonti reforçou que o Creed nasceu da precariedade e do investimento próprio. Na época, os integrantes eram apenas estudantes da Florida State University, em Tallahassee.
“Juntamos todo o dinheiro que ganhamos na faculdade para comprar equipamentos para sair em turnê e começar do zero”, relembrou o guitarrista, destacando a falta de recursos e de experiência no início da jornada.
Um dos pontos centrais do desabafo de Mark é a frustração com a narrativa da imprensa da época, que frequentemente acusava o grupo de ser um produto fabricado por grandes gravadoras.
“Nada poderia estar mais longe da verdade. Éramos uma banda universitária que assinou com uma gravadora novinha em folha, e nenhum de nós sabia o que estava fazendo”, afirmou.
O grupo assinou com a Wind-up Records, que na época era uma gravadora iniciante e desconhecida. “Tivemos a sorte de estar cercados por um monte de gente trabalhadora que queria fazer isso acontecer.”
A gravadora que revelou o Creed ao mundo tinha em seu portfólio vários artistas que traziam alguma mensagem cristã, entre eles o Evanescence e o 12 Stones, do vocalista Paul McCoy, que divide os vocais no single “Bring Me to Life” com Amy Lee.
Ao longo de sua carreira, o Creed lançou quatro discos de estúdio, sendo três na primeira fase do grupo: My Own Prison (1997), Human Clay (1999) e Weathered (2001). A banda se separou em 2004 devido a desavenças do vocalista Scott Stapp com os demais integrantes. Retornaram em 2009 com o álbum Full Circle e voltaram a se separar em 2012. Um novo retorno aconteceu em 2023 para o cruzeiro Summer of ’99 e alguns outros shows.

