Em 2025, rolou a segunda edição do I Wanna Be Tour, festival conhecido por reunir nomes que foram sucesso na primeira década dos anos 2000, em especial as bandas do segmento emo. Uma das atrações da edição foi o Dead Fish, grupo icônico do hardcore brasileiro, que é tido por muitos como precursor do estilo emotivo no Brasil.
Em um bate-papo com o site TMDQA, durante o festival, Rodrigo Lima, vocalista e líder do Dead Fish, comentou sobre o referido rótulo. Embora o grupo seja um dos maiores expoentes do hardcore melódico nacional, a carga emocional de certas composições sempre gerou debates entre fãs e críticos.
Ao ser questionado sobre o tema, Rodrigo revelou que a comparação é constante, vinda de diferentes frentes: “Já me falaram muito isso! De forma positiva e de forma negativa”, comentou entre risos.
O vocalista pontuou que a banda introduziu uma nova estética de condução musical no cenário alternativo brasileiro. Para ele, o que aproxima o Dead Fish do gênero não é necessariamente a estrutura técnica, mas sim o conteúdo lírico de certas fases da banda:
“Grosso modo, a gente trouxe uma outra estética de condução musical. Como eu não sou o ‘musical’ da parada… e eu tenho álbuns que, num dado momento, tocaram essa coisa mais pessoal… Não gosto de assumir essa, essa pecha publicamente, mas talvez sim, vai.”
Dead Fish, ícone do hardcore nacional
O Dead Fish surgiu em 1991, na cidade de Vitória, Espírito Santo. Depois de três discos independentes, a banda assinou com a gravadora Deck Disc no início dos anos 2000 e viu a sua popularidade e legado crescer no país com discos como Zero e Um (2004), Um Homem Só (2006), Contra Todos (2009), entre outros.

