O Skank realiza no dia 26 de março, no Estádio Mineirão, o último show de sua turnê de despedida. No último sábado (18), foi a vez de São Paulo assistir a banda mineira pela última vez. O jornal Folha de São Paulo aproveitou para entrevistar o vocalista e guitarrista Samuel Rosa, que comentou as razões para a decisão de parar. “O fracasso às vezes está em continuar”, afirmou.
Com uma trajetória de 30 anos, o Skank lançou nove álbuns de estúdio e colecionou um elevado número de sucessos. Segundo Samuel Rosa, a decisão de colocar um ponto final tem relação com a exaustão criativa do grupo, formado em 1992, na cidade de Belo Horizonte. “Vamos acabar, parar a banda, dar um tempo e encontrar mais tarde ou seguir passando pelo ‘constrangimento’ de – acho que é um pouco exagerado, mas – virar mero cover de si mesmo?”, declarou.
O músico de 56 anos acredita que o Skank apresentou inventividade acima da média, tendo sido produtivo, do ponto de vista criativo, por mais de 20 anos. “A gente conseguiu fazer discos criativos durante duas décadas, e temos três de existência. Acho que foi até demais!”, disse.
Ele ainda avalia que longevidade pode ser sinônimo de acomodação e fracasso, algo que ele não quer para a banda. “O fracasso às vezes está em continuar. Muitas vezes a longevidade não é sinônimo de êxito – é o contrário. Até em casamento, ela pode ser sinônimo de acomodação, de conformismo. E eu acho que o Skank parando, ou acabando, ele se preserva de não virar uma banda velha requentada, que está ali pela comodidade”, afirmou.
O último disco de inéditas do Skank foi “Velocia”, de 2014. Desde então, a banda lançou o registro ao vivo “Os três primeiros”, oriundo dos shows em que revisitaram o repertório dos três primeiros álbuns da carreira.
O Skank já anunciou que seu último show será registrado e, posteriormente, lançamento em DVD e álbum.

