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Dead Fish: “É o nosso trabalho ser contestador”, diz Rodrigo Lima

Banda capixaba de hardcore completa 30 anos em 2021

O Dead Fish está comemorando 30 anos de carreira em 2021 e para falar sobre essa importante marca, o vocalista Rodrigo Lima conversou com a Rolling Stone Brasil e acabou comentando sobre o atual cenário político do país e postura política da banda ao longo dos anos. 

“Sou da escola do João Gordo e do João Carlos [Ratos de Porão], do Redson [Cólera] e do Jello Biafra [Dead Kennedys]”, afirmou Rodrigo.

O músico acrescenta em seguida: “A minha estética além de ser barulhenta é contestadora, é de levar as pessoas a refletirem. É o nosso trabalho contestar o fascismo. É o nosso trabalho ser contestador”.

Rodrigo Lima entende que o papel político do Dead Fish é estar sempre vigilante e combatente: “Esse foi o meu trabalho por 30 anos e agora é mais ainda nesse momento em que o fascismo passou largamente, porque o “Bozo” sai, mas o circo não cai. Então, não é uma luta só para 2022, é uma luta para a vida.”

O líder do Dead Fish também disparou contra os artistas que não se posicionam contra o fascismo: “Espero que o punk se revigore de uma forma muito forte nesse momento de censura velada, em que tiram dinheiro da cultura para intencionalmente nos calar. E, se você se cala em momentos de fascismo, você é cúmplice. Então, qualquer artista, de qualquer nicho, que não se posiciona está compactuando.”

O álbum mais recente do Dead Fish foi “Ponto Cego”, de 2019, disco que marca o retorno na banda à gravadora Deck Disc. No ano passado eles lançaram uma coletânea com raridades chamada “Lado Bets”.

Dead Fish completa 30 anos.

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