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Robert Smith revela que o The Cure tem mais dois discos a caminho

Cantor descreveu o segundo disco como mais sombrio e emocionalmente denso; terceiro deve contar com participação de Olivia Rodrigo

Robert Smith revelou, em entrevista ao programa New Music Fix, da BBC, que o The Cure gravou material suficiente para três álbuns durante as sessões de estúdio iniciadas em 2019. O primeiro desses discos foi “Songs of a Lost World”, lançado em 2024 e considerado um dos melhores álbuns daquele ano.

Sobre os próximos lançamentos, Smith explicou que o segundo álbum deve ser entregue em breve à gravadora da banda, a Universal. O cantor descreveu o disco como mais sombrio e emocionalmente denso — uma espécie de continuação de “Songs of a Lost World”, mas sob uma perspectiva diferente.

“É relacionado a ‘Songs of a Lost World’, mas é uma perspectiva diferente das coisas. E não tenho certeza… toquei para algumas pessoas, toquei para três, e duas delas acharam muito mais triste. Uma pessoa disse: ‘Nossa, você mudou de ideia!’, e eu fiquei tipo: ‘Como você ouviu isso?'”, relatou o músico.

O processo de finalização do trabalho levou mais tempo do que o esperado. Smith atribui a demora à forma como escolheu gravar as vozes e ao luto pela perda de familiares. “Eu estava genuinamente muito triste com a morte de muitos familiares, e queria marcar o álbum com performances vocais, em particular, que eu mesmo pudesse ouvir e pelas quais me apaixonasse. Então, levei muito tempo para acertar”, revelou.

The Cure: parceria com Olivia Rodrigo

Sobre o terceiro álbum, Smith sugere que ele contará com algum tipo de colaboração com a cantora Olivia Rodrigo, da qual se tornou próximo desde que tocaram juntos no Glastonbury. A aproximação resultou em uma parceria no próximo disco de Rodrigo e em um dueto surpresa no Primavera Sound 2026, em Barcelona.

“O terceiro é estranho, na verdade, porque… bem, as pessoas pensam que é porque ela está trabalhando nisso, já que o terceiro é bem animado, bem pop. Mas não se compara melodicamente ao que a Olivia faz — é mais o meu tipo de pop, provavelmente uns 20 BPM mais lento do que qualquer coisa que ela faça”, explicou Smith.

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