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Billy Corgan revela suas músicas favoritas do Smashing Pumpkins

"Essa música foi tirada de mim": o líder da banda fala sobre clássicos, composições recentes e a natureza sombria por trás das letras

Em uma entrevista recente ao canal Lipps Service, Billy Corgan, líder e mentor do Smashing Pumpkins, compartilhou uma visão íntima sobre sua vasta discografia, destacando as faixas que considera suas favoritas. O músico surpreendeu ao admitir que, embora considere “1979” uma de suas melhores composições, sente que a canção já não lhe pertence mais, tendo se transformado em um hitem coletivo do público.

Segundo Corgan, a conexão com “1979” tornou-se complexa devido ao sucesso massivo. “Sinceramente, eu amo ‘1979’. Quero dizer, é indiscutivelmente uma das melhores músicas que escrevi, mas sinto que essa música foi tirada de mim há muito tempo. Tornou-se a música do povo, de certa forma”, explicou o artista. Ele acrescentou que, embora seja algo belo, não se sente mais tão conectado pessoalmente a ela: “Se tornou de outra pessoa e, se eu não a tocasse, viraria um problema.”

A natureza sombria de “Disarm”, do Smashing Pumpkins

Outro destaque da conversa foi o clássico “Disarm”, que Corgan ainda classifica como “uma das maiores músicas”. Questionado sobre o significado da famosa frase “the killer in me is the killer in you”, ele detalhou uma visão metafísica sobre a natureza humana e a negação das sombras internas.

“É mais um ponto metafísico: se você não lida com a natureza sombria dentro de você, se você acha que não tem uma natureza assassina, você não se conhece”, afirmou Corgan. Ele explicou que a linha nasceu da ideia de que todos compartilhamos uma natureza animalística, e julgar o outro sem reconhecer isso em si mesmo é uma falsidade. “A ideia é que você pode me julgar por algo, mas você tem a mesma natureza dentro de você. Se ela está ativa ou inativa, é diferente, mas devemos reconhecer que todos temos uma natureza animalística.”

Billy Corgan falou da visão metafísica de “Disarm”.

Favoritas do catálogo e novas direções do Smashing Pumpkins

Além dos grandes sucessos, Corgan citou outras faixas que ocupam um lugar especial em seu gosto pessoal, como “Jellybelly”, do álbum Mellon Collie and the Infinite Sadness, e a psicodélica “Glass and the Ghost Children”, de Machina/Machines of God, que descreveu como “um tropo psicodélico dos anos 60, longo e sinuoso, que vaga por um território nebuloso de drogas”.

O vocalista também demonstrou entusiasmo com composições mais recentes, como “Pentagrams”. Para ele, a faixa representa um resgate importante para a banda: “É meio que um retorno a fazermos músicas mais longas novamente, o que eu acho muito legal.”

Smashing Pumpkins voltou a fazer músicas longas “Pentagrams”, do álbum “Aghori Mhori Mei” (2024)

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