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“Todo mundo quer um novo tipo de revolução”, afirma Matt Bellamy, do Muse

Banda segue promovendo o lançamento do seu novo álbum de estúdio

O vocalista do Muse, Matt Bellamy, concedeu uma nova entrevista à revista NME em que falou de diversos assuntos, incluindo o novo álbum da banda, “Will Of The People”, que tem lançamento previsto para 26 de agosto, e a atual ordem política mundial. “Todo mundo quer um novo tipo de revolução”, afirmou. 

Teorias da conspiração, política, autoritarismo, rebeldia e revolução são tópicos muito comuns nas músicas do Muse. O vocalista Matt Bellamy parece obcecado por esses temas e acabou falando um pouco sobre eles no bate-papo com o jornalista Mark Beaumont. “Acho que todo mundo sabe que queremos uma revolução, mas definitivamente não queremos um bando de lunáticos autoritários da direita. Essa é a última coisa que queremos”, disse o músico.

O cantor também não enxerga na extrema esquerda uma solução para a sucessão de crises que o mundo contemporâneo vive. “Não queremos uma situação comunista total na extrema esquerda. Acho que o que queremos é algo completamente novo. Não acho que exista por aí no momento, mas acho que há um novo tipo de política que pode surgir.”

Will Of The People - Muse
Foto: Will Of The People – Muse

Solução está no centra, acredita Matt Bellamy 

O desejo por uma terceira via política parece que não é um desejo apenas de uma parcela da população brasileira, Matt Bellamy compartilha da mesma crença e tem até um nome para ela. “Eu chamaria isso de metacentrismo. É uma oscilação entre valores liberais e libertários para os indivíduos – sua vida social, a capacidade de ser de qualquer gênero que você seja, todo esse tipo de coisa – mas depois mais socialista em coisas como propriedade da terra, natureza e distribuição de energia. É a oscilação entre os dois pólos.”

O músico afirma que está longe dos dois pólos, longe dos extremos. “Acho que há uma maneira de fazer isso, mas não há linguagem que permita que as pessoas pensem dessa maneira. Ou você é de extrema esquerda ou é de extrema direita… Não estou com nenhum desses. Eu sinto que há uma terceira via. Não há nenhum lado existente que descreva o que estou procurando ainda… Sou fundamentalmente antiautoritário – essa é apenas a minha natureza”, completa. 

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