O vocalista do Smashing Pumpkins, Billy Corgan, participou do podcast de Rick Beato, músico, produtor e engenheiro de som e discutiu a evolução das tecnologias de gravação, com foco especial na forma como elas facilitaram o trabalho em estúdio ao mesmo tempo que tornaram os profissionais mais acomodados.
Falando do processo de gravação antes e depois do surgimento do Pro Tools, software utilizado na produção musical, Billy Corgan disse que atualmente é inviável tentar gravar como antigamente: “É difícil retornar a esse cérebro de 1992. Mas praticamente você não iria retornar, porque era muito trabalho. O ideal era acertar uma ótima tomada e, em seguida, sobrepor alguma coisa boa em cima dela… você tinha que fazer para conseguir ter algo”. (via Rádio Rock).
O cantor e compositor, falou das facilidades propiciadas pelo avanço tecnológico e comparou a edição de uma gravação com os filtros de Instagram: “Hoje em dia, se você tentar fazer isso, você pensa lá no fundo de sua mente: ‘Bem, se eu errar, podemos consertar, removedor… E quando você começa a editar – acabou. É como o filtro no Instagram, certo? No minuto em que eu uso o filtro, é tipo, ‘Bem, isso parece melhor!’ Você não volta para a imagem não filtrada. Então, acho que essa é a dificuldade”.
Apesar de concordar com os benefícios, Billy avalia que algumas músicas da carreira do Smashing Pumpkins seriam impossíveis de serem produzidas em um software. “Certamente há músicas, como ‘Jelly Belly’, ou ‘Cherub Rock’, que você nunca poderia em um milhão de anos fazê-las num software”, afirmou.
Billy Corgan, do Smashing Pumpkins, discute tecnologia de produção musical
Cantor e compositor comentou como o Pro Tools mudou a forma de se realizar uma produção musical

