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Måneskin não está interessado nos fãs do rock tradicional, revelam integrantes 

Banda demonstra segura e confortável com o seu lugar no rock contemporâneo

O fenômeno italiano Måneskin segue promovendo seu terceiro disco de estúdio “Rush!” e os integrantes concederam uma nova entrevista à revista inglesa Classic Rock em que falaram como lidam com o fato de que, eventualmente, a busca pelo sucesso pode gerar críticas no sentido de desqualificá-los como banda de rock a ser levada a sério.

Respondendo ao jornalista Chris Lord, que indagou se conquistar projeção por meio do X Factor e do Eurovision não seria uma forma de atalho para o sucesso, o vocalista Damiano David respondeu de maneira bem-humorada e direta: “Eu diria que os fãs de rock tradicional não são nosso alvo.”

A baixista Victoria De Angelis detalhou melhor o ponto de vista da banda: “Quando tocamos, as pessoas podem dizer: ‘Isso não é rock de verdade porque está na TV, então é uma merda!’ Não nos importamos com isso, porque se você é realmente apaixonado por música, deve julgar a música e não de onde vem.”

Na sequência ela reforçou a fala do colega: “Não é nosso objetivo convencer os fãs de rock’n’roll de que somos rock de verdade. Estamos apenas fazendo nossas próprias coisas.”

“Gasoline” é uma das faixas do novo álbum do Måneskin.

Måneskin tem o respaldo de lendas do rock

Victoria De Angelis relembrou que o Måneskin já dividiu o palco com lendas do rock como Iggy Pop, Rolling Stones e Guns N’ Roses, algo que, na visão dela, é um respaldo ao trabalho que eles fazem. “Principalmente quando tivemos o prazer de tocar com lendas como Iggy Pop, os Stones, Guns N’ Roses, e mesmo eles não pensam nisso, então outras pessoas também não deveriam. Pelo menos não estamos jogando trap ou hip-hop!”, disse.

Ainda no mesmo bate-papo, Damiano David avaliou como eles se diferenciam dos outros artistas mainstream, sugerindo que eles possuem certa autenticidade que os demais não têm. “Se falarmos sobre música analógica nos últimos dez anos, acho que preenchemos um espaço vazio. Também nossa performance ao vivo; vemos cada vez menos performance real e mais backing tracks e sets de DJ. Talvez com o Eurovision as pessoas vissem que estávamos realmente tocando. Éramos só nós quatro com muito barulho e música. Acho que é isso que se destaca e nos torna um pouco diferentes da maioria dos artistas mainstream.”

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