O Deftones permanece como um dos nomes mais influentes e duradouros do metal alternativo, mas, para o líder Chino Moreno, o segredo dessa sobrevivência não é algo fácil de traduzir em fórmulas. Em conversa recente com a revista Kerrang!, o vocalista falou sobre o atual momento do grupo e como a relação entre os integrantes define a identidade sonora da banda. “É um momento muito bom para nós”, admite.
Aos olhos de Chino, a longevidade do Deftones gera um sentimento de gratidão, embora ele evite explicações puramente técnicas para o fenômeno.
“É ótimo ainda estar aqui”, diz ele. “Mas não tenho uma explicação para o porquê e como estamos aqui. Meu instinto me diz que é muita sorte, mas sempre volto à nossa amizade como a base de tudo. Eu realmente gosto de fazer música com eles.”
Amizade e conflito criativo: a fórmula do Deftones
Diferente de bandas que buscam a execução linear, Moreno revelou que o Deftones prospera no inesperado — e até mesmo nas pequenas frustrações entre os músicos.
Ele destacou sua relação com o guitarrista Stephen Carpenter, pontuando que a surpresa é o elemento essencial: “Stephen não toca como eu espero que ele toque. E é isso que é tão incrível. E tenho certeza de que é o mesmo para ele comigo – eu não toco como ele provavelmente gostaria que alguém tocasse”.
Chino ainda mencionou o baterista Abe Cunningham, citando que as tensões momentâneas sobre como uma música deve soar fazem parte do processo: “Às vezes ele [Stephen] fica bravo com o Abe porque o Abe não toca o que ele espera, em vez de tocar o que ele compõe…”.
Em outros momentos da conversa o frontman destacou que números ou recordes de audiência, numa foram os motivadores da permanência do grupo. “A questão da longevidade sempre foi mais importante para nós do que simplesmente ‘Qual o tamanho que podemos atingir?’”, disse Chino. “Não acho que a situação em que nos encontramos agora seja algo pelo qual tenhamos lutado incansavelmente. É mais que sempre fomos assim…”, acrescentou.
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