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Tobias Forge volta a falar sobre o hiato do Ghost: “Não quero chamar de fechamento de ciclo”

Após encerrar a Skeletour, vocalista afirma que não pretende forçar um novo álbum enquanto não tiver novas ideias e um propósito para seguir

Após encerrar a turnê Skeletour no Intuit Dome, em Los Angeles, em 23 de fevereiro deste ano, o Ghost entrou em hiato. A decisão de pausar as atividades foi motivada pelo cansaço físico e mental do líder e vocalista Tobias Forge, além da falta de ideias para um novo trabalho de estúdio no momento, conforme explicou o músico em uma nova entrevista à revista Kerrang!.

De acordo com o vocalista, o sucesso e a enorme estrutura construída em torno do Ghost geraram uma pressão considerável ao longo dos anos. Embora essa cobrança tenha funcionado como uma fonte de motivação positiva durante a maior parte de sua trajetória, Forge confessou que a ausência de um rumo definido tornou essa responsabilidade desgastante.

“Há muita gente dependendo de você, sem falar de todas essas pessoas que compram ingressos. Durante a maior parte da minha carreira, isso me motivou muito, de uma forma positiva. Mas agora, sem uma direção clara para onde ir, não quero carregar essa responsabilidade. Consigo lidar com isso quando estou presente, mas, quando não estou, é muito cansativo”, disse Tobias Forge.

Skeletour foi como um casamento

A exaustão de Tobias Forge também decorre do desgaste provocado pela última turnê. O músico traçou um paralelo entre a rotina da Skeletour e uma união matrimonial, argumentando que é impossível iniciar um novo compromisso imediatamente após o fim de outro.

“Quando você termina com o grande casamento, não vai se casar de novo imediatamente depois! Não quero chamar de fechamento de ciclo, mas serve como um ótimo final. Eu penso: ‘Se for isso, estou muito satisfeito. Este é um repertório incrível, uma banda incrível, eles soam fenomenais.’ Conseguimos fazer esse show incrível na maioria das noites, e eu não poderia estar mais feliz“, declarou.

Durante a última década e meia, a vida de Tobias Forge foi pautada por um ciclo quase ininterrupto de sessões de gravação e turnês. No entanto, ao se deparar com o encerramento dos shows sem saber qual seria o próximo passo do Ghost, o músico decidiu não forçar a criação de novas músicas.

“Tudo estava ótimo até o momento em que eu estava meio que encarando o fim de uma turnê e, pela primeira vez na nossa carreira, sem saber o que fazer em seguida. E essa foi a carta na manga, que significa: eu não vou simplesmente voltar para fazer um álbum ou me forçar a fazer um álbum sem motivo. Eu preciso querer fazer um disco. Eu preciso ter algo a dizer“, explicou o líder do Ghost.

Os discos do Ghost têm um propósito

Forge reforçou que todos os discos anteriores da banda nasceram de um forte senso de paixão e propósito. Como atualmente sente que não possui ideias para alimentar a identidade artística do Ghost, decidiu abrir espaço para outros projetos pessoais durante o hiato. O músico, porém, ressaltou que a pausa não representa o fim das atividades do grupo.

“Todos os outros álbuns foram muito inspirados e havia um pensamento claro, um propósito. E isso foi completamente gerado pela minha paixão em fazê-los — nunca foi para cumprir um contrato ou algo do tipo. Não foi nada disso. E desta vez foi simplesmente tipo: ‘Eu não tenho uma ideia’. Eu sinto que só quero fazer outras coisas e isso não significa nada além disso, mas também significa que, não, não temos nada planejado, e sim, é apenas um hiato normal“, de acordo com Forge.

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