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Tom Morello responde se a escolha do nome Audioslave foi um equívoco

Guitarrista relembrou a formação da banda e explicou como o nome foi escolhido após a gravação do primeiro álbum

Tom Morello relembrou a trajetória do Audioslave e a parceria com Chris Cornell em recente entrevista à Rolling Stone. Durante a conversa, o guitarrista destacou a importância do período em que trabalhou ao lado do vocalista e respondeu se a escolha do nome da banda teria sido um equívoco.

Em determinado ponto da conversa, o entrevistador refletiu que, em razão da dimensão do Rage Against the Machine, o Audioslave talvez fosse uma banda um pouco subestimada, apesar de “ser uma ótima banda”. Morello concordou com a avaliação sobre a qualidade do grupo, mas direcionou sua resposta para a experiência de ter trabalhado com Cornell.

“Concordo plenamente com você sobre a questão de ter sido uma banda incrível. Como eu disse, foi uma das muitas portas que se abriram quando o Rage acabou, em 2001. Ter o Chris Cornell — de quem eu já era muito fã e continuo sendo, e com quem pude fazer amizade e tocar numa banda por seis anos… Criar aquelas músicas com ele e com o Audioslave foi, sem dúvida, um dos pontos altos“, declarou.

A escolha do nome Audioslave

Tom Morello também foi questionado se o nome Audioslave não teria prejudicado a banda. O guitarrista rejeitou a ideia de que exista um nome de banda ideal e lembrou que até o Rage Against the Machine enfrentou resistência quando foi escolhido.

“Não, não existem nomes de banda ideais. Nenhum nome de banda é ideal. Tenho total clareza sobre isso. A única coisa de que tenho absoluta certeza é que o nome da sua banda não importa — a menos que você escolha um nome tão repulsivo que as pessoas não consigam superar isso para curtir o seu som“, argumentou Morello.

O guitarrista então voltou aos primeiros anos do Rage Against the Machine para lembrar que o nome da banda também não foi uma escolha consensual.

“Nos primórdios do Rage Against the Machine, o nome não agradava a três quartos dos integrantes da banda, nem aos nossos amigos, nem aos jornais. Por exemplo, o LA Weekly nunca conseguia acertar. Muitas vezes éramos conhecidos como Rage… Como era mesmo? Era algo como ‘Rage and If the Machine’. Mas aquele nome acabou dando certo”, disse o guitarrista.

Nome foi sugestão de Chris Cornell

O entrevistador também comentou que sempre teve a impressão de que Audioslave parecia ter surgido a partir de uma discussão entre os integrantes que teriam chegado a um meio-termo ao unir duas palavras. Morello explicou que a história foi um pouco diferente.

Segundo o guitarrista, o primeiro álbum já havia sido gravado quando a banda se separou antes mesmo de seu lançamento. Com a retomada do projeto, surgiu a necessidade de definir um nome para o grupo.

“Na verdade, gravamos o disco do Audioslave inteiro e, então, a banda se separou antes de ele ser lançado. E, enquanto estávamos nos reconstituindo, foi tipo: ‘Vamos ser uma banda? Precisamos de um nome’. O [produtor] Rick Rubin foi muito útil e incentivou isso. Audioslave foi uma sugestão do Chris“, explicou.

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