James Hetfield, vocalista e guitarrista do Metallica, destacou a influência de Tony Iommi durante um episódio de seu programa de rádio James Hetfield’s Riff Life, transmitido pela SiriusXM no canal Maximum Metallica. O músico apresentou “Children of the Grave”, clássico do Black Sabbath lançado em 1971, e aproveitou a ocasião para falar sobre a importância de Iommi em sua formação musical.
Hetfield afirmou que Iommi foi o guitarrista que mais influenciou sua maneira de tocar e também seu processo de composição. “Para mim, Tony Iommi é o mestre dos riffs. Ele é quem mais me inspirou, entre todos os guitarristas, tanto no que diz respeito à minha forma de tocar guitarra rítmica quanto à composição de músicas (via Blabbermouth).
Ao comentar especificamente “Children of the Grave”, Hetfield destacou a construção do riff e a maneira como Iommi desenvolve a música a partir dele. “Todos começam a música juntos com o mesmo riff… Basicamente, Tony improvisa em cima desse riff, entra com os acordes poderosos, o que dá o tom à música.”
Hetfield também chamou atenção para elementos específicos da gravação, incluindo a bateria e os efeitos de guitarra presentes no encerramento da faixa. “Eu realmente adoro a sobreposição de bateria que eles fizeram para ajudar na percussão do riff e os sons de guitarra fantasmagóricos bem legais no finalzinho.”
“Children of the Grave” foi lançada originalmente pelo Black Sabbath no álbum Master of Reality, de 1971.
Outras falas de James Hetfield sobre Tony Iommi
Obviamente, essa não é a primeira vez que James Hetfield fala da influência de Tony Iommi em sua via e em seu trabalho. Em uma entrevista publicada pela Guitar World, em 1992, os dois guitarristas conversaram sobre suas trajetórias. Hetfield contou que descobriu o Black Sabbath ao mexer na coleção de discos do irmão mais velho. “A música era muito legal porque era totalmente anti-hippie”, declarou o cantor do Metallica.
Durante a cerimônia de entrada do Black Sabbath no Rock & Roll Hall of Fame, em 2006, Hetfield fez um discurso bastante pessoal sobre a importância da banda e de Iommi quando ele era apenas um garoto de 9 anos. “Aqueles riffs monstruosos viviam dentro dele e expressavam sentimentos que ele jamais conseguiria traduzir em palavras, enviando-lhe arrepios de inspiração, com aquelas letras melancólicas, acordes rebeldes e tudo mais”, declarou.
Mais recentemente, ao falar sobre “Inamorata”, do álbum 72 Seasons (2023), Hetfield reconheceu que a sonoridade remete ao Black Sabbath, mas disse que esse tipo de influência ocorre de maneira quase inconsciente. “Eu estava pensando: ‘Nossa, isso é muito legal. Obrigado, Tony Iommi. Ou quem quer que eu tenha canalizado agora. Sou um mensageiro, um canal para riffs”, explicou.

