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Lars Ulrich, do Metallica, conta como foi o seu 2020

Baterista faz um resumo de como passou o ano de pandemia

Lars Ulrich, baterista do Metallica, contou a Rolling Stone americana como passou 2020, um ano absolutamente atípico e que afetou de maneira significativamente o showbusiness. O músico de 57 anos de idade (completados no último sábado) listou as obras que o ajudaram a passar pela pandemia, já que a sua banda teve que cancelar todos os compromissos deste ano, que incluíam uma turnê pela americana latina – seriam 4 shows no Brasil – e a participação como headliner em 5 festivais nos Estados Unidos.

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Álbuns que mais ouviu

Com a lista de atividades da banda reduzida, Lars Ulrich teve tempo de sobra para assistir Tv, filmes, ouvir música, ler e passar mais tempo com a família. De acordo com ele, o álbum que mais ouviu em 2020 foi debut do Rage Against the Machine, lançado em 1992, mas que continua atual na visão do baterista.

“A música, temas, letras, entrega – tudo parece ser tão exato e relevante para a loucura diária que aparece sempre que você desbloqueia seu dispositivo. Acho que é a trilha sonora perfeita para 2020”, disse ele.

O baterista também elegeu o álbum que mais o confortou neste ano e a escolha foi “Dirt” (1992) do Alice in Chains. O Metallica, inclusive, participou no início de dezembro de uma homenagem ao grupo de Seatle tocando “Would?”, a última faixa deste disco.

“É tão inspirador. Eu acho que é louco o quão transparentes e corajosas as letras são, e é um trabalho coeso. Ainda soa tão cru, transparente, honesto e corajoso aos meus ouvidos como sempre”, explica.

Música que define 2020

Lars volta mais no tempo quando o assunto é a música do ano. De acordo com ele, “Cold Sweat” do Thin Lizzy é a música que define 2020. A canção foi lançada em 1983 no álbum “Thunder na Lightning”.

“Nos primeiros meses de bloqueio, se estivéssemos acordados até tarde da noite tomando uma bebida ou em um clima social em torno de um elenco de personagens com os quais estávamos isolados, Thin Lizzy costumava ser a trilha sonora da madrugada para isso. E a música ‘Cold Sweat’ é definitivamente a que mais girou nesta casa este ano”, justifica o baterista.

Filme, TV, livro, documentários e heróis

Lars também falou sobre o seu o programa de TV favorito durante a quarentena (Kate Burns), os seus documentários favoritos (“We Are Freestyle Love Supreme”, “Mike Wallace Is Here”, “Citizen K”, entre outros), o filme que mais o confortou (“O Poderoso Chefão”), melhor livro (“Greenlights” do ator Matthew McConaughey) e os heróis de 2020 na sua opinião (profissionais de saúde).

Um desejo

Ele terminou seu resumo de 2020 dizendo que a coisa que está mais ansioso para fazer quando a pandemia terminar é voltar a tocar ao vivo e contou, ainda, que nunca havia ficado tanto tempo sem se apresentar.

“Há 38, 39 anos nessa jornada e não fazemos um show ao vivo há 16 meses? Essa é definitivamente a lacuna mais longa e eu mal posso esperar para chegar lá, tocar, ficar suado, ser espancado, me conectar com os outros três caras e me conectar com o público novamente”.

O Metallica não ficou totalmente parado em 2020. Em maio os integrantes divulgaram uma versão acústica de “Blackened”, gravada a distância; filmaram um show que foi transmitido em cinemas drive-in; lançaram o álbum S&M 2, realizaram uma live streaming beneficente para a Fundação All Within My Hands e deram início ao processo de composição do novo álbum.

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