O músico Rodolfo Abrantes detalhou recentemente, em entrevista ao canal KazaGastão, do jornalista Gastão Moreira, a influência decisiva do produtor Tom Capone, falecido em 2004, na criação do Rodox, banda formada logo após sua saída dos Raimundos.
“O Tom Capone talvez tenha sido o primeiro responsável pelo Rodox“, contou Rodolfo. “Tom me ligou. Ele falou: ‘E aí Rodolfo, tá escrevendo música? Tá fazendo o quê?’. Eu falei: ‘Cara, acabei de chegar do estúdio, tava ali com um amigo meu gravando umas musiquinhas que eu tô esboçando aqui’“, explicou o ex-Raimundos.
O músico continuou: “Ele falou: ‘Cara, porque as portas estão abertas, você tá ligado que aqui é tua casa. Se você tiver um material, velho, vamos gravar… gravar aqui em casa’.”
Segundo Rodolfo, Capone ofereceu seu estúdio pessoal, Toca do Bandido, que ainda estava nascendo. “A Toca do Bandido não tava nem pronta ainda, né? Era a casa que o Tom morava e a gente gravava na sala ou no escritório dele. No primeiro álbum do Rodox, o Fernandão gravou todas as baterias na sala, com cachorro passando… tipo assim, brother, bizarro, muito legal.”
O falecido produtor também ajudou a estruturar a formação do Rodox: “Foi ele que indicou o Fernandão. Eu falei: ‘Pô, Tom, eu quero fazer um som mais assim, assado, o que é que você acha?’. Ele fala: ‘Cara, eu gravei o Pavilhão Novee o Fernandão, que toca no Pavilhão, é o melhor baterista que eu vi pro teu tipo de som, não tem nada igual’.”
A estreia do Rodox nos palcos, no festival Abril Pro Rock, aconteceu por uma conexão de Tom Capone. “A gente tava no estúdio gravando, o Wagner Viana, que trabalhava com o Tom… chega para mim: ‘Rodolfo, o Abril pro Rock fez o convite pro Rodox tocar lá’. Aí eu falei: ‘Mano, mas a gente não tem banda’. Ele falou: ‘Arruma a banda, vamos lá’. Aí… o Tom[falou]: ‘Eu também vou’. E aí tinha três guitarras e o Wagnerfalou: ‘Também vou’. Ele fez dois vocal, três guitarra… mano, foi uma massaroca, o show foi uma loucura.”

