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Entrevista

Pablo Vermell conta detalhes do EP “Fugaz” em entrevista

Músico acaba de lançar seu trabalho de estreia

Pablo Vermell, músico de Santos, acaba de lançar “Fugaz”, seu EP de estreia que apresenta uma sonoridade voltada para o pop rock nacional dos anos 1980, mas com uma pitada de indie rock contemporâneo. O trabalho traz 4 faixas, sendo que duas delas, “Turquesa” e “Vitral”, foram disponibilizadas anteriormente como singles e ganharam videoclipes. 

Depois que a pandemia contribuiu para o fim de sua atinga banda, o músico e compositor Pablo Vermell viu que é era hora de se aventurar em uma carreira solo. Seu primeiro registro, a música “Conciliar”, foi gravada com a participação de Lucas Gonçalves, da banda Maglore, algo que serviu de incentivo para que Pablo concentra-se esforços para lançar o seu primeiro EP.

“Fugaz” teve como principal inspiração o disco “Fullgás” (1984), da cantora Marina Lima, mas Pablo também admite influências de Lulu Santos, Guilherme Arantes e Rita Lee. Além dos músicos convidados que ajudaram a gravar as canções, o EP conta com as participações especiais de YMA e Mily Taormina dividindo os vocais em duas faixas.

O site Ok Music Play conversou com Pablo Vermell que contou mais detalhes da concepção do seu trabalho de estreia. Confira abaixo:

OMP: Como está sendo a experiência de produzir, lançar e divulgar o EP durante a pandemia?

Pablo Vermell: É um trabalho muito especial, porque eu sou um cara que teve banda durante muitos, então, eu tive que aprender a lidar com uma outra dinâmica, com uma outra forma de trabalhar. Fazer o EP foi uma forma de me reinventar.

A pandemia, foi justamente o que fez com que a minha banda acabasse e isso me deu impulso para iniciar uma carreira solo. A partir do momento que eu tive a percepção de que poderia, como artista solo, colaborar com infinitos artistas e com infinitos parceiros, eu enxerguei isso como uma grande oportunidade de realizar sonhos e metas. Comecei gravando com o Lucas Gonçalves, do Maglore, isso me fez entender que poderia dar passos maiores.

Felizmente, no EP “Fugaz”, eu pude contar com vários amigos que participaram das gravações e também com as participações de YMA e Mily Taormina. Foram coisas incríveis que acabaram rolando a partir dessa percepção que falei início.

OMP: No release você cita influência direta da Marina Lima, além dela, teve algum outro artista que lhe influenciou na hora de escrever as canções do EP?

Pablo Vermell: Para produzir esse EP, me inspirei na música brasileira dos anos oitenta e a grande referência foi a Marina, mas também ouvi bastante Marcos Valle, Júnior Mendes, Lulu Santos e Guilherme Arantes. A Rita Lee também tem materiais incríveis produzidos nessa época, né? Tem um pouco disso tudo, mas também tem muito dos artistas novos que eu escuto pra caramba, como Copacabana Club, Bárbara Eugênia, entre outras. Tem muita coisa nova que é legal pra caramba e a gente tem que se referenciar.

OMP: Você já havia lançado outros singles, “Todas as Possibilidades”, por exemplo. Por que essas outras músicas ficaram de fora do EP? Como se deu a escolha do repertório?

Pablo Vermell: As músicas de “Fugaz” já haviam sido lançadas em outros momentos da minha vida. “Turquesa”, por exemplo, chegou a ser gravada com a minha antiga banda. Já “Partida” foi uma das primeiras coisas que eu gravei sozinho.  São canções que eu realmente gostava muito e tinha muito apego por elas. Existia um desejo de ressignificá-las, tanto nas letras quanto no âmbito estético e melódico, se aproximando mais com as coisas que eu tenho ouvido recentemente.

“Todas as Possibilidades” é uma música que eu tenho muito carinho e foi muito legal ter lançado ela. No entanto, ela não ter entrado no EP tem a ver com a imprevisibilidade da vida. Ela foi gravada com um produtor maravilhoso, o André Henrique, mas acabou que ele não teria possibilidade de dar continuidade, então, decidi gravar com produtores aqui de Santos. Assim, mesmo ela, de alguma forma, sendo semelhante as faixas do EP, na parte melódica, eu senti que ela não conversava com as outras coisas que estava produzindo.

Existe uma febre anos 80 na cultura pop, seja na música, nos filmes e nas séries de TV. O EP é uma tentativa de dialogar com essa tendência?

Pablo Vermell: Acho que tudo que a gente escuta acaba se tornando referência de alguma forma. Eu realmente acho incrível ter uma série de artistas que, principalmente no mainstream, começaram a olhar para os anos 80 com carinho. Então, é uma forma de redescobrir os anos oitenta e voltar a escutar essas melodias. Ouvi o “Future Nostalgia” (2020) da Dua Lipa o ano todo e tem ali alguma coisa anos oitenta, mas não tão na cara. Quando você ouve uma coisa dessas, se você curte, é apaixonado por música como eu, acaba por querer ir a fundo. Mas esse direcionamento não foi uma estratégica comercial de pensar ‘vou fazer isso porque vai dar certo, porque a galera tá curtindo’, foi uma algo bem natural, mesmo.

OMP: Como surgiu a ideia de incluir participações? Você sentiu que as músicas pediam algo mais?

Pablo Vermell: Eu sinto que trabalhar como artista solo oferece a possibilidade de colaborar com quem a gente quiser, com quem nos inspira, com todo mundo que, de alguma forma, serve de referência em algum momento. Então, em “Todas as Possibilidades”, por exemplo, eu chamei a Sarah Não Tem Nome, pois gostava muito do trabalho. Em “Turquesa” convidei a YMA que é uma inspiração que tenho desde meus tempos de banda e serviu de referência quando fomos gravar essa música pela primeira vez. E depois de tanto tempo, eu consigo regravá-la e trazer a participação dela, foi algo incrível mesmo.

OMP: Quais são os próximos passos da sua carreira? Teremos mais lançamentos em breve? Lives? Novos EP´s? Clipes? Um álbum?

Pablo Vermell: Na minha caixinha de músicas tem umas quatro ou cinco gravadas ou quase prontas, que devem ser lançadas em breve. Vou definir um cronograma de lançamentos pelos menos até 2023. É claro que vai ter um espaço maior de tempo entre um lançamento e o outro, diferente da forma como foi com o EP “Fugaz”. Eu vou seguir com a divulgação do EP em junho e vou lançar o clipe da música “Partida”, que já está pronto e foi gravado em Portugal.  

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