O baterista do Gojira, Mario Duplantier, acredita que Lars Ulrich, baterista do Metallica, merece mais respeito por sua contribuição para o heavy metal, independentemente de sua forma de tocar atualmente. “O que ele criou é bastante único”, afirmou.
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Mario Duplantier participou recentemente do Downbeat Podcast with Craig Reynolds e comentou sobre o desempenho de Lars Ulrich na bateria.“Precisamos trazer alguma justiça para ele, porque não se trata de mover-se no ritmo”, disse o batera do Gojira. “É o que ele criou no passado. Estou um pouco cansado de ver toda essa conversa sobre Lars porque o que ele criou é bastante único. Ouça a porra de … And Justice for All. É incrível”, enfatizou.
As críticas à capacidade técnica de Lars Ulrich sempre existiram, entretanto, elas se tornaram mais fortes desde “St. Anger” (2003), cujo som da bateria e a simplicidade dos arranjos geraram bastante controvérsia na época.
Além disso, Lars Ulrich atualmente está com 60 anos de idade, o que também cobra o seu peso. Nesse sentido, Duplantier ponderou: “É muito físico e o que ele trouxe para a mesa naquela época – sabe, tocar sem camisa e fazer todas essas caras, e ficar atrás dos kits – é quase mais importante do que o resto.” (via Loudwire)
Segundo o músico, o trabalho de Lars Ulrich sempre despertou fascínio por sua personalidade e não por sua habilidade técnica no instrumento. “É a personalidade no palco para mim quando criança, eu era simplesmente fascinado. Não era sobre a técnica, sabe? ‘É apertado? Ele está tocando bem?’ Eu não me importei. Eu só vi alguém atrás da bateria. Uma verdadeira personalidade“, disse.
Lars, inicialmente, seguiria a mesma carreira do pai, Torben Ulrich, tenista na dinamarquês. Ele começou a tocar bateria aos 13 anos e aos 18 formou o Metallica, após responder um anúncio de jornal do vocalista James Hetfield, sem jamais ter tocado em uma banda anteriormente.
Sua experiência como baterista, e seu desenvolvimento como músico, ocorreram no próprio Metallica.

