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Lars Ulrich comenta desabafo feito por James Hetfield no show do Metallica em Belo Horizonte

Vocalista disse que estava se sentindo inseguro e velho, mas que recebeu apoio dos demais membros da banda

Lars Ulrich, o baterista do Metallica, comentou sobre o desabafo emocional que seu colega de banda, o vocalista e guitarrista James Hetfield, fez durante o show em Belo Horizonte, em maio de 2022. O músico ainda discutiu como a banda valoriza a franqueza e transparência um com o outro, especialmente após mais de 40 anos juntos. 

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No ano passado, durante a passagem do Metallica por Belo Horizonte, último show da turnê que também desembarcou em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo, o vocalista James Hetfield surpreendeu os fãs com um desabafo espontâneo em que relatou suas inseguranças. 

“Eu tenho que dizer que eu não estava me sentindo muito bem antes de vir aqui. Eu estava me sentindo um pouco inseguro, como se eu fosse velho, não pudesse mais tocar – todas essas besteiras que surgem na minha cabeça. Então eu conversei com esses caras (se referindo aos colegas de banda) e eles me ajudaram – simples assim. Eles me deram um abraço e disseram que estão do meu lado. E eu digo, isso significa tudo pra mim”, disse o músico entre as músicas “One” e “Sad But True”

James Hetfield faz desabafo durante show em Belo Horizonte.

Neste momento, os demais integrantes da banda foram até ele e o abraçaram em um raro momento de manifestação pública de afeto entre eles. Durante uma entrevista à edição impressa Metal Hammer, o baterista Lars Ulrich comentou o fato.

“Abraçar seus companheiros de banda é definitivamente algo que gostamos ao longo do caminho. E sermos francos sobre nosso amor um pelo outro e nossa gratidão um pelo outro e como somos gratos por mais de 40 anos depois ainda podemos tropeçar e fazer isso acontecer. Estamos muito confortáveis ​​com esse lado”, disse o músico.

O baterista também comentou sobre como a banda mudou ao longo dos anos em relação à maneira como lidam com as emoções e a vulnerabilidade. “James foi bastante aberto sobre isso no início do dia. Tentamos verificar um ao outro o máximo que podemos diariamente.  Tentamos ser abertos e transparentes uns com os outros.  Isso contrasta com 30 e poucos anos atrás, quando você não tinha permissão para ter sentimentos porque era apenas um robô de metal de 20 anos.  Naquela época, o elemento humano era meio que deixado de lado”, declarou.

Segundo Lars, havia no Metallica uma cultura de ataques mútuos e culpabilização. “Quando saíamos do palco, discutíamos: ‘Você estragou tudo’,  ‘Não, eu não estraguei tudo’. Foi apenas essa busca louca e desumana por algum tipo de perfeição que… nem sei se era alcançável”, relatou. 

Ele acrescentou explicando como é o clima entre eles atualmente: “Mas agora, estando confortável com quem somos no processo de envelhecimento e todas essas coisas, você meio que pensa: ‘Haha, não foi muito engraçado naquela música quando você estragou tudo?’  Agora, nós rimos e brincamos sobre isso.  Nós celebramos as qualidades humanas nisso, e o fato de que somos pessoas que vão lá todas as noites apenas tentando fazer o nosso melhor.”

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