A Fresno tocou em Belo Horizonte, no último final de semana, como uma das atrações do 2000 Rock Fest, festival realizado no Estádio Mineirão que contou ainda com nomes como Pitty, Detonautas e Di Ferrero. A banda concedeu uma entrevista ao Jornal Estado de Minas em falou de diferentes tópicos incluindo o revival emo.
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O emocore ou simplesmente emo, foi uma das vertentes predominantes no rock nacional nos anos 2000 e viu na banda Fresno uma de suas principais representantes. O estilo teve sua popularidade reativada recentemente, com as bandas My Chemical Romance, Paramore e Fall Out Boy voltando aos holofotes e o surgimento de artistas como Willow Smith e Machine Gun Kelly.
A nova onda, reflete, inclusive em um aumento no público que comparece aos shows da banda gaúcha, conforme pontua o guitarrista Vavo. “A gente tem essa sensação que o pessoal fica mais velho, vai passando esse amor pela banda para os filhos, sobrinhos, amigos. Isso é um dos principais motivos para a gente, 24 anos depois, ainda fazer show com o público cantando junto, a cada lançamento”, disse ao Estado de Minas.
Segundo o vocalista e guitarrista Lucas Silveira, principal compositor do grupo, o revival emo, movimento que, no seu auge recebeu críticas injustas por sua mistura de guitarras pesadas e letras românticas, tem relação com o amadurecimento do público.
“É uma coisa meio mundial né. As pessoas mais cedo ou mais tarde vão estar super adultas, com as vidas ali aos 30 anos e começam a voltar para aquilo que as faz sentir mais jovens, muito do saudosismo vem disso. Também é um momento em que a pessoa começa a perceber o que ela gosta mesmo. Tem várias pessoas que não eram fãs quando a gente deu a primeira estourada e agora são fãs porque estão com outra cabeça”, declarou durante a entrevista.
Atualmente, a formação da Fresno conta com Lucas Silveira, Vavo Mantovani e Thiago Guerra. O disco mais recente da banda é “Vou Ter Que Me Virar”, de 2021.
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