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Entrevista: Gustavo Drummond fala sobre o novo disco do Oceania e o que está por vir

Músico conta detalhes do novo álbum "Dark Matter" e de sua carreira solo.

Gustavo Drummond, mineiro, de Belo Horizonte, é vocalista, guitarrista e principal compositor do Oceania, banda de rock alternativo que lançou em dezembro de 2020 o seu segundo disco de estúdio, “Dark Matter”. Mas Gustavo já tem estrada. Ele foi líder do Diesel, banda grunge que surgiu na capital mineira no final da década de 1990 e ganhou projeção nacional em 2001, quando venceu um concurso de bandas para tocar no Rock in Rio 3.

Depois da visibilidade conquistada, o Diesel fez vários shows pelo país e embarcou para os Estados Unidos em busca de uma carreira internacional. Gustavo cantava em inglês. Na bagagem, o disco de estreia, que trazia grandes canções como “Drain”, “Burn My Hand”, “Plastic Smile” e “4D”. Um clássico absoluto e incontestável da música alternativa no Brasil.

Entrevista: Gustavo Drummond do Oceania
Foto: Gustavo em ação com o Oceania

Nos Estados Unidos, os integrantes moraram em uma van e trabalharam em subempregos até que conseguiram contrato com uma major, abriram shows de Jerry Cantrell (Alice in Chains), regravaram o primeiro disco, que acabou engavetado por falta de viabilidade comercial, na visão da gravadora. Mudaram o nome para Udora, por causa da marca de roupas Diesel, e novamente de forma independente lançaram o excelente “Liberty Square”.

Depois disso, fizeram as malas e voltaram para o Brasil. Gustavo Drummond reformulou o Udora e começou a cantar em português. Lançou os discos “Goodbye Alo” (2007) e “Belle Epoque” (2011), teve músicas na trilha sonora de Malhação, fez inúmeros shows e, na sequência, Gustavo se cansou da estrada, “eu detestei a experiência de fazer turnê”, “é excruciante, muito tenso, é desgastante”, explica. O músico se reencontrou no curso de Direito, se formou, se tornou advogado e então resolveu voltar para a música, mas de uma forma de diferente.

Entrevista: Gustavo Drummond do Oceania
Foto: Oceania é formado por Gustavo Drummond, Daniel Debarry e Túlio Braga

Com o Oceania, a proposta é outra. Gustavo já explicou em outras entrevistas e reforçou novamente em nossa conversa, o grupo não tem qualquer pretensão comercial e seu compromisso é apenas em entregar boas músicas e bons discos. “Em algum momento eu desmembrei a minha vida entre o Direito, família, filha e música”. Despretensão total. Arte pela arte.

O Oceania surgiu em 2016 e tem na formação o baixista Daniel Debarry, ex-parceiro de Udora, e o baterista Túlio Braga. Cantando novamente em inglês, Gustavo lançou com a banda o álbum “Beneath The Surface” em 2017. E agora, quase quatro anos depois, o trio está de volta com “Dark Matter”, trabalho que traz “canções mais pesadas, mais soturnas e mais escuras” e é considerado por Gustavo como o seu melhor trabalho. “Estou com um domínio legal do ofício”, afirma.

Mesmo com a música não sendo a sua atividade principal, Gustavo admite: “fico escrevendo o tempo todo”, “tenho o hábito de compor bastante, estou sempre com a guitarra na mão”. Com tamanha produtividade, ele já tem pelo menos mais dois trabalhos engatilhados: o álbum solo “Bones Of The Earth”, que já teve quatro singles disponibilizados (“Save From Myself”, “This Burning Fire”, “Honesty” e “Forget”), um outro álbum solo chamado “Azul”, com músicas em português. Além disso, ele tem escrito músicas para um futuro álbum solo de Henrique Portugal, tecladista do Skank.

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O site Ok Music Play conversou com Gustavo Drummond sobre o novo trabalho do Oceania, sua carreira solo, seu trabalho como compositor e planos para o futuro. O músico e advogado, concedeu a entrevista direto de sua casa por vídeo conferência. Foi uma conversa bastante animada em que foi possível perceber o entusiasmo de Gustavo ao falar de sua obra. Confira abaixo:

OMP: Como está o Oceania durante a pandemia? Cogitaram algum tipo de live ou têm algo em vista?

Gustavo Drummond: Chegamos a cogitar isso em algum momento, mas não foi para frente. Realmente, a banda está parada. Temos planos de lançar novos clipes e divulgar mais o novo álbum. O “Dark Matter” é um disco forte e vai chegar a hora dele, de compartilhá-lo com as pessoas em shows. Então, vamos compartilhando pela internet, conversando com as pessoas e assim que o momento permitir, a gente se reconstrói. No momento certo, quando chegar a hora de apresentar, fazer show, as pessoas talvez até já tenham até uma memória afetiva do disco. “Ah, é aquele disco que eles lançaram lá atrás, na pandemia, agora, vamos ouvir ao vivo” [risos].  

OMP: Como foi o processo de composição, produção e gravação do “Dark Matter”?

Gustavo Drummond: Ele ficou em processo de criação durante alguns anos, a gravação foi tortuosa, fizemos a mixagem várias vezes para chegar no resultado que queríamos. Desde o “Beneath The Surface” fui acumulando canções, estava vivendo um bom momento criativo. Quando chegou a hora de peneirar as canções, para formar um disco, uma identidade, uma história com começo, meio e fim, eu já tinha por volta de umas sessenta canções, aí fomos ensaiando, arranjando e juntando as peças. “Ah, essa merece entrar, essa não, nós precisamos de uma música mais empolgada, outra menos empolgada, mais lenta”. Criamos um disco mais experimental, com canções mais pesadas, mais soturnas e mais escuras. Estamos muito orgulhosos do resultado. O “Dark Matter” é um passo adiante do ponto de vista da elaboração de conceitos, de criatividade e ousadia.

OMP: Todos os seus primeiros discos tinham doze canções, o “Beneath The Surface” tem dez e esse agora tem oito. Por que essa escolha, diante de um repertório de cerca de sessenta músicas?

Gustavo Drummond: Eu sempre tive a ideia de que disco legal tem que ter de doze a quatorze músicas. Mas com o primeiro disco do Oceania, eu mudei um pouco esse modo de enxergar, queria um disco para as pessoas ouvirem do início ao fim, sem cansar. Quando volto a esse álbum sempre penso: “pô, é bacana, é uma história, tem começo, meio e fim”. Com o “Dark Matter”, nos entendemos que a história dele estava bem contada com oito músicas. Algumas canções são longas, como a “Into The Sun”, que tem mais de 8 minutos, e a faixa título, que tem quase a mesma coisa, então, o disco tem praticamente o mesmo tempo de duração de um trabalho com doze canções.

OMP: Você mencionou o clima denso e pesado do disco. Você vem de um histórico de discos ensolarados com o Udora e o “Beneath The Surface” acaba que tem um pouco disso também. Qual é, afinal, o conceito por trás do “Dark Matter”?

Gustavo Drummond: Do ponto de vista musical, a nossa intenção foi ficar, realmente, mais pesado. Nós queríamos fazer um álbum que trafegasse em troca de acordes e progressões harmônicas que não fossem tão ensolaradas. Eu tenho essa tendência de fazer coisas mais alegres, por conta dos acordes que eu uso, eu puxo muita coisa da bossa nova, acho muito legal. Nesse disco novo, até pelas influências, estávamos muito empolgados com a complexidade. Eu estava ouvindo muito Black Sabbath, Venom, algumas bandas de black metal, curtindo esse clima soturno. E isso é uma ciência! “Pô, vamos fazer uma canção aqui que transmita suspense, apreensão, assim como um cineasta, opta, por exemplo, por fazer um filme, sei lá, mais tenso”.  

O primeiro single de “Dark Matter” foi “Looking for The Exit”.

OMP: E do ponto de vista das letras, o que você queria dizer com esse álbum?

Gustavo Drummond: Acho que liricamente também queríamos resgatar essa questão do rock mais visceral mesmo, mais explosivo. A ideia foi falar mesmo de questões sociais, questões políticas. Tem uma canção que tem essa reflexão sobre o monopólio da virtude, sobre os donos da verdade, em várias esferas da vida, na religião, na política, na filosofia, tem outra que fala de uma situação de vício, de submissão, de você não conseguir sair disso. Acho que os temas foram acompanhando a proposta sonora. A partir disso, sugeri o título “Dark Matter” (matéria escura). Vários estudos dizem que o universo é composto por matéria escura, algo que você não vê, que não percebe, mas que está presente, que permeia todos nós. O título é uma metáfora em relação ao desconhecido, em relação à vontade que nós temos, enquanto músicos e seres humanos, de desbravar o desconhecido, de não ficar na mesmice. Isso se aplica à música: ao invés de repetir o disco anterior vamos tentar empurrar a fronteira dentro da nossa própria realidade.

OMP: Você chegou a dizer nas redes sociais que o “Dark Matter” é o seu melhor trabalho. Quais atributos ele tem que os seus outros álbuns não têm?

Gustavo Drummond: Ele é conciso, mais consciente e com mais domínio da arte. Estou com um domínio legal do ofício. Uma carreira musical, do ponto de vista de você criar conceitos e colocar propostas artísticas para o público, tem um alto percentual de jogadas ao acaso, nos acordes que você vai colocar, nos assuntos que você vai abordar, nas palavras que você vai utilizar e, com o passar do tempo, pelo menos dentro da minha visão, nós vamos conseguindo reduzir esse campo de aleatoriedade. Eu sinto que estou em um ponto que consigo controlar isso e o que sai de aleatório é legal, é diferente, eu sei o que faz parte da minha assinatura, para manter, eu sei tirar o que não faz parte. Não tem nada jogado ao acaso.

O segundo single foi “Mouth Of God” que tem uma pegada quase trash metal.

OMP: A capa traz uma foto de um símbolo arquitetônico de BH [Edifício Niemeyer]. Qual a relação da capa com o significado do álbum?

Gustavo Drummond: Temos muito orgulho da nossa cidade e isso já vem de algum tempo, na minha carreira, fazer menção à BH. Acho que ela contribuiu muito para o resultado sonoro de tudo que foi produzido em todas as roupagens de banda que eu já tive. Eu faço questão de fazer clipe andando pela cidade e sempre tem alguma coisa ou outra fazendo alusão à cidade. A foto foi um amigo nosso que tirou, o Luciano Viana, um grande fotógrafo. Quando eu vi essa foto, eu falei, “cara, isso tem tudo a ver com essa proposta que estamos pensando”. São linhas paralelas e sinuosas que, de acordo com a perspectiva em que a foto foi tirada, estão apontando para o infinito. Estão apontando para o céu. Isso coincide com o que a gente pensou. Toda a questão da parametrização da vida cotidiana, a tentativa de organizar, dar sentido e logicidade a tudo que acontece, só que, ainda assim, tem uma matéria escura no fundo, você tem o desconhecido que nunca está totalmente sob o nosso controle. 

OMP: Agora, vamos falar do seu álbum solo, o “Bones of The Earth”, como que ele está, quando sai, vão ser quantas músicas?

Gustavo Drummond: Muitas dessas sessenta canções, apesar de serem legais, não tinham aderência com à proposta do “Dark Matter”. Então, eu falei, “pô, deixa eu ver aqui, pegando essas sobras, o que que eu consigo montar que tenha uma outra estilística, uma outra ótica”. E aí fui montando, compondo outras e gostei do resultado. Chegou um momento que o Marcus Soares, o Camelo, que mixou o “Dark Matter”, falou, “vamos gravar essas músicas, cara?”. Tem música com teclado no meio, percussão e convidados diferentes. O Camelo toca bateria, o Debarry gravou alguns baixos, toquei violão, guitarra, fiz os vocais. A ideia é lançar aos poucos. A pandemia atrasou um pouco os nossos planos, mas a ideia é lançá-lo o mais tardar no ano que vem. Vão ser dez músicas.

Bones Of The Earth” será o primeiro disco solo de Gustavo Drummond

OMP: Você tinha um álbum solo em português chamado Azul/Blue, chegou a soltar algumas músicas. O que aconteceu com esse álbum?

Gustavo Drummond: Na época, eu concluí que essas canções não eram mais tão representativas de quem eu havia me tornado, foi mais ou menos na época que eu entrei para a faculdade de Direito, por isso, acabei deixando esse projeto de lado. O disco tem uma temática mais ensolarada, até ouso dizer que ele tem uma pertinência com o infantil, é um disco de você ouvir, bater palma, cantar em torno de uma fogueira. E aí, com a minha filha, agora com seis anos, começando a demonstrar interesse pela música, decidi revisitar esse disco e ver se eu consigo dar uma repaginada e lançar. Melhor lançar e dividir ele com as pessoas do que ficar nos meus arquivos. Eu chamei o Felipe, um outro amigo que também é produtor, para gravarmos e o processo já começou. Também serão 10 canções. Esse disco eu pretendo lançar todo de uma vez. Vai ser todo em português, tem violão, sanfona, bateria, gaita, muito teclado, piano etc.  

OMP: Há alguns anos você falou nas redes sociais que tinha uma meta de compor, salvo engano, 5 mil canções, como está essa meta? [Risos]

Gustavo Drummond: [Risos] Cara, eu não me lembro de ter falado esse número, exatamente, pode ser que eu tenha dito, mas é uma meta excelente meta [Risos]. Poxa, olhar para trás com, sei lá, setenta, oitenta anos e falar, “puxa vida, eu deixei cinco mil músicas”, muito legal. Eu devo estar aí, cara, hoje, na casa das, sei lá, trezentas canções, trezentos e cinquenta canções. São seis álbuns, algo entorno de umas setenta canções já compartilhadas com o público. O que quero como compositor é ter boas peças, boas obras para compartilhar com quem quiser ouvir, quero um bom trabalho para compartilhar com as pessoas.

OMP: Você já considerou atuar em outras esferas da música, como compor para terceiros, produzir?

Gustavo Drummond: A questão da composição me atrai muito, então, eu gostaria muito conhecer um artista, com quem eu tivesse identificação de falar assim “compus essas canções para você”. É mais ou menos o que está acontecendo com o Henrique Portugal. Estou fazendo uma parceria com ele para um disco solo dele, todo em português, no piano. Acho que, talvez, uma dificuldade, seja por conta da peculiaridade do que componho, dessa assinatura que eu tenho, que talvez não se adapte muito bem ao estilo de outras pessoas e, às vezes, o artista quer algo que vai virar no mercado e eu não tenho esse talento, de imaginar o que vai dar certo ou não. Mas eu estou aberto para qualquer coisa. Agora, em relação a esse universo de produção musical, engenharia de áudio, eu nunca tive paciência. Eu acho que é uma ciência tão vasta, mas tão vasta, que eu teria que dedicar uma quantidade de tempo enorme para fazer um trabalho que fosse digno. Acho que a minha contribuição para a música, ela se dá mais do ponto de vista da criação mesmo.

Um dos destaques do primeiro álbum foi “Ammunition” gravado Centro e Quadro – Centro de Cultura e Inovação em BH

OMP: Voltando ao Oceania, você chegou a compartilhar no seu perfil que vocês estabeleceram uma parceria com a Olga Music. Pode falar alguma coisa a respeito?

Gustavo Drummond: Estamos com eles agora, são o nosso selo. São uma subsidiária de um selo americano da Warner Music. O nosso trabalho agora será lançado nas redes sociais com eles. Nós esperamos um apoio maior nessa parte de divulgação, de trabalhar com a internet, posts patrocinados, colocar canções em playlists etc.

OMP: Na fase do “Beneath The Surface” vocês fizeram a maior parte dos shows em BH, foram pouquíssimos shows em outras cidades e estados. Existe alguma intenção de fazer a banda rodar mais?

Gustavo Drummond: O Oceania surgiu de forma totalmente despretensiosa quanto a isso, até em função do nosso momento de vida. Eu sou advogado, o Debarry tem doutorado em filosofia, tem uma vida acadêmica, o Túlio trabalha em uma startup, então, é muito difícil, nesse momento, nós abandonarmos isso tudo para perseguir carreira musical. O que queremos é fazer bons discos, lançá-los e tocar onde surgir oportunidade. Agora, isso não quer dizer que estamos com as portas fechadas. Caso aconteça algo realmente extraordinário, nós vamos. Com essa parceria com o selo agora, esperamos dar uma propulsão maior, marcar mais shows, tocar em festivais maiores, não temos oposição quanto a isso.

OMP: Como você enxerga a cena de rock em BH hoje?

Gustavo Drummond: Eu acho que a cena aqui sempre foi muito rica. Sempre existiram muitas bandas, muitas pessoas inteligentes musicalmente e eu sempre tive muita admiração. Agora, o que eu noto é uma proeminência do cover. Vejo isso com tristeza. Não sou contra tocar cover, o que me incomoda são artistas que abdicam totalmente de contar as suas própria histórias e só tocam covers. Isso vai gerando um ciclo vicioso extremamente negativo no sentido de educar as pessoas de forma errada e elas só quererem ouvir isso. A nossa geração queria ouvir o que a banda tinha para dizer. Eu sinto que Belo Horizonte continua tendo boas bandas, continua tendo figuras luminárias, pessoas interessantes, mas essa quantidade de bandas covers, sinceramente, incomoda.

OMP: E a cena no Brasil como um todo, o que você acha? Tem alguma coisa que você ouve?

Gustavo Drummond: Eu acho o Tim Bernardes [O Terno], um artista sensacional. Escutei aquele disco solo dele e achei lindo, o meu queixo caiu no chão. Inteligentíssimo, um artista como raramente se vê no Brasil. De artista atual, eu descobri uma banda de São Paulo chamada Surra e, apesar de ser bem diferente das coisas que eu gosto, achei um esforço genuíno da parte deles, é um punk rápido, com letras contestadoras. O Brasil tem muitos músicos bons, sempre teve grandes guitarristas, agora, eu confesso que sinto falta de bandas com propostas, ideias e conceitos interessantes.

OMP: Gostaria deixar alguma mensagem para os leitores do site Ok Music Play?

Gustavo Drummond: Minha mensagem é para continuarmos juntos, convido as pessoas a acompanharem os trabalhos do Oceania. A nossa proposta é a criatividade, nos espelhamos em trajetórias de bandas clássicas como o Led Zeppelin, que sempre evoluiu do ponto de vista artístico, a cada disco. O Sepultura também é sempre um grande exemplo, com a fase inicial deles e como eles progrediram ao longo dos anos. As bandas precisam crescer, se aventurar, abrir as asas. Eu acho que a nossa proposta, enquanto artistas, é tentar percorrer esse caminho, usar isso como referência para crescer artisticamente e o que vier a partir disso, do ponto de vista de sucesso comercial ou reconhecimento, que venha, se ficar do jeito que está, estaremos felizes também.

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