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13 discos de rock que completam 30 anos em 2021

1991 foi um ano mágico para o Rock

O ano de 1991 parece ter sido um dos mais mágicos para o Rock. Foram lançados muitos discos hoje considerados clássicos e que ajudaram a popularizar o estilo como nunca antes. Nenhum outro ano reúne tantos discos populares e essenciais para o Rock como 1991.

Ok Music Play elaborou uma lista com 13 álbuns que chegam a terceira década de existência em 2021. Tem muita coisa boa, confere aí:

Nirvana – Nevermind

Segundo álbum de estúdio da banda, o primeiro de Dave Grohl como baterista. Um disco que cravou o nome do Nirvana na história do rock, transformou Kurt Cobain em ícone de uma geração e provocou a explosão do grunge, talvez o último grande movimento de rock no mundo todo. “Nirvana fez um LP que não só é melhor do que qualquer coisa que eles já fizeram antes, mas também será uma nova referência para a futura geração pós-hardcore”, dizia o review da revista NME na época do lançamento. O disco alcançou o topo da Billboard, desbancou Michael Jackson e abriu uma corrida das gravadoras atrás de bandas de rock alternativo e ditou o espírito da década.

Red Hot Chili Peppers – Blood Sugar Sex Magic

O segundo disco do RHCP com o guitarrista John Frusciante é um verdadeiro container de hits: “Give It Away”, “Under The Bridge”, “Suck My Kiss”, “Breaking the Girl” e “If You Have to Ask”. O quinto álbum de estúdio da banda foi produzido por Rick Rubin, que se tornaria um dos principais produtores de rock nos anos seguintes. “Blood Sugar Sex Magic” transformou um RHCP em uma grande banda com a sua eficiente mistura de punk, funk, rap e heavy metal. A banda suavizou a sua sonoridade e encontrou o equilíbrio perfeito para as suas músicas. As letras falam de sexo, drogas, morte, luxuria, preconceito e relacionamentos. “Estamos fazendo um álbum incrível, incrível, inovador, revolucionário, bonito, artisticamente elevado e incrível”, disse Frusciante na época. Ele não estava errado.

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Metallica – Black Album

O “Black Album” é um divisor de águas no heavy metal e também na carreira da banda. Transformou o Metallica em um gigante e os integrantes da banda em milionários. Bob Rock foi escolhido como produtor depois que Lars Ulrich ficou encantado com o seu trabalho em “Dr. Feelgood” (1989) do Mötley Crüe. O disco simplifica o estilo de compor da banda e introduz melodia e groove ao som de James Hetfield e cia. Vai totalmente na contramão do álbum anterior, “…And Justice For All” (1998) e seu metal quase progressivo. São 12 músicas diretas, pesadas, melódicas e radiofônicas, com letras mais sentimentais e introspectivas. O Metallica se tornou uma banda pop, com alta rotatividade na MTV. Vendeu mais de 16 milhões de cópias somente nos EUA e algo em torno de 40 milhões no mundo todo.

R.E.M – Out of Time

O R.E.M já era uma banda conhecida na cena alternativa e respeitada pelos críticos, quando “Out of Time” saiu. O sétimo álbum do grupo traz músicas como “Losing My Religion”, “Shine Happy People”, “Near Wild Heaven” e “Country Feedback”. O disco levou a banda de Michael Stipe ao rock mainstream, vendeu 18 milhões de cópias no mundo todo e ganhou três Grammys. A promoção do disco contou com a produção de 8 vídeo clipes. Sonoramente, é um disco mais pop, que fugiu dos padrões do grupo até então. Tem uma produção elegante e traz arranjos com instrumentos inusitados, como o bandolim, por exemplo.

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Arise – Sepultura

Foi com esse álbum que o Sepultura começou a trilhar o caminho que o levaria a ser considerado um dos maiores nomes do metal mundial. O quarto álbum de estúdio da banda foi bastante elogiado por várias revistas especializadas na época do seu lançamento. O disco introduz novos elementos a sonoridade da banda como punk e hardcore. As músicas soavam mais versáteis, com groove e dinâmica cadenciada.

Ten – Pearl Jam

“Ten” é o álbum de estreia do Pearl Jam e possui os maiores hits de toda a carreira da banda e que ajudaram a moldar os anos 90: “Alive”, “Even Flow”, “Jeremy” e “Black” se tornaram hinos de toda uma geração. O disco vendeu 20 milhões de cópias na época do seu lançamento e deu origem a vários clones de Eddie Vedder, que cantava sobre temas como depressão, suicídio, solidão, morte e questões sociais. “Ten” traz rock alternativo para ser cantado por uma arena lotada.

U2 – Acthung Baby

“Achtung Baby” é considerado a reinvenção sonora do U2. O sétimo disco dos irlandeses é pesado, denso e flerta com o rock alternativo, a música industrial e o eletrônico. Bono abandou as temáticas sociais e passou cantar sobre questões pessoais e subjetivas. Foram cinco singles: “The Fly”, “Mysterious Ways”, “One”, “Even Better Than the Real Thing” e “Who’s Gonna Ride Your Wild Horses”, que fizeram com que o disco vende-se mais de 18 milhões de cópias mundialmente. Chegaram a dizer na época que “Acthung Baby” era o disco de heavy metal do U2.

Guns N´ Roses – Use Your Illusion I & II

Foi com esses dois discos lançados no mesmo dia que o Guns N´ Roses consolidou-se de uma vez por todas com um dos maiores nomes do rock de todos os tempos. Cada registro vendeu cerca 18 milhões de cópias. Juntos traziam 30 músicas, algumas delas escritas nos primórdios do grupo, como “Don´t You Cry”. A banda acrescentou a sua sonoridade hard rock elementos de blues, country e rock progressivo. Axl, Slash, Duff e cia escreveram canções épicas como “November Rain”, “Coma” e “Estranged”. A divulgação contou ainda com a produção de uma trilogia de clipes. As letras falam de problemas com drogas, problemas sociais e conflitos amorosos.

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Soundgarden – Badmotorfinger

Outro álbum que ajudou a moldar a sonoridade dos anos 90 e a fazer do grunge o último grande movimento musical que o mundo assistiu. “Badmotorfinger” é o terceiro álbum do Soundgarden e vendeu cerca de 4 milhões impulsionado por músicas como “Rusty Cage”, “Outshined” e “Jesus Christ Pose”. A banda oscilava entre o heavy metal e a música alternativa com bastante eficácia. Esse talvez seja o disco em que os vocais de Chris Cornell tenham sido mais explorados do ponto vista de alcance. As músicas são pesadas, barulhentas e melódicas ao mesmo tempo.

No More Tears – Ozzy Osbourne

O sexto álbum da carreira solo de Ozzy Osbourne é também o segundo com o grande Zakky Wylde nas guitarras, o maior destaque do disco. “No More Tears” é considerado por muitos o último grande disco de Ozzy e traz pérolas como a faixa título, a balada “Mama, I’m Coming Home” e “I Don’t Want to Change the World”. Lemmy Kilmister do Motörhead participou da composição de 4 canções. O álbum obteve grande êxito comercial, já que tinha uma sonoridade mais radiofônica. Ele também rendeu um Grammy a Ozzy.

Gish – Smashing Pumpkins

O disco de estreia do Smashing Pumpkins também é de 1991. Apesar de não ter obtido grande sucesso comercial, é possível perceber a semente do que viria a se tornar a banda liderada por Billy Corgan, que na época tinha até cabelão. Todas as principais características da sonoridade da banda já estavam ali presentes. Canções como “I Am One”, “Siva”, “Rhinoceros” e “Crush” se destacam.

Leisure – Blur

O primeiro álbum de outra banda que se tornaria uma das mais importantes e cultuadas da década também é de 1991. O disco de estreia do Blur, assim como do Smashing Pumpkins, plantava a semente daquilo que ainda estava por vir. O disco obteve algum sucesso, já atingiu a posição 7 na parada de álbuns do Reino Unido. O disco também recebeu críticas positivas da imprensa especializada.

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