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15 discos que completam 20 anos em 2021

Listas traz discos de rock lançados em 2001

O Ok Music Play preparou uma lista com 15 discos de rock que completam duas décadas de existência em 2021. A olhar no retrovisor vemos que 2001 contribui com muitos álbuns clássicos para história do estilo de música mais influente de todos os tempos. No entanto, é possível perceber que o estilo começa a caminhar para ser um gênero de nicho e deixa de ter lançamentos “blockbusters” como tivemos 10 anos antes, em 1991. Nenhum dos discos listados a seguir sequer chegou perto de vender números próximos do “Black Album” (Metallica) ou dos “Use Your Illusion I & II” (Guns N´ Roses). Isso não significa, no entanto, fiquem devendo em termos de qualidade, inventividade ou criativade.

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Toxicity – System of a Down

“Toxicity” é o segundo disco do System of a Down e foi lançado em meio onda pós-grunge e new metal dos Estados Unidos. Apesar de ter aqui e ali características desses dois estilos, a banda traz uma sonoridade melódica e selvagem, quase esquizofrênica, alternando andamentos de maneira brusca. As letras totalmente politizadas e a voz de Serj Tankian se destacam. O disco foi produzido por Rick Rubin e colocou a banda entre os maiores nomes do heavy metal de todos os tempos. Em 2020, a música “Chop Suey!” entrou para o seleto grupo de clipes de artistas de rock com mais de 1 bilhão de visualizações no Youtube, isso mostra como ainda é influente esse disco.

Weezer – Green álbum

Os fãs do Weezer se dividem entre aqueles deixaram de gostar da banda depois desse terceiro disco, e reverenciam os dois primeiros, e os que continuaram admirando Rivers Cuomo e cia depois dele. “Green Album” foi lançado depois de um hiato de 5 anos e é o sucessor de “Pinkerton” (1996), disco que foi um fracasso comercial, mas é cultuado pelos fãs. O Weezer ressurgiu mais pop e ensolarado e isso desagradou muito os fãs mais xiitas. No entanto, o álbum obteve êxito comercial: vendeu mais de 1,600,000 cópias nos Estados Unidos. “Hash Pipe”, “Island in the Sun” e “Photograph” e “Smile” são os destaques.

Amnesiac – Radiohead

Depois de surpreender o mundo com “Kid A”, o Radiohead lançou no ano seguinte o disco “Amnesiac” que foi gravado juntamente com o registro anterior, por isso, a sonoridade é idêntica: experimentações eletrônicas e com ausência quase total de guitarras distorcidas. As músicas vão no sentido contrário a sonoridade da banda até “Ok Computer”.

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Gorillaz – Gorillaz

10 anos depois do disco de estreia do Blur, o líder da banda, Damon Albarn, juntamente com o cartunista Jamie Hewlett, lançam o ousado projeto Gorillaz, uma banda virtual composta por membros criados em desenho animado. O disco de estreia trazia uma mistura rock alternativo, hip hop alternativo e música eletrônica e obteve grande sucesso, já que vendeu mais 7 milhões cópias graças aos singles “Clint Eastwood”, “19-2000” e “Tomorrow Comes Today”.

Is This It – The Stroke

Disco de estreia do The Strokes que traz hits como “Last Nite”, “Someday” e “Hard to Explain”. Na época a banda chegou ser considerada a salvação do rock, já que fazia um rock cru, sem efeitos de estúdio, calcado em uma sonoridade totalmente retrô com influências de punk e pós-punk das décadas de 70 e 80. A capa traz um quadril de uma mulher nua, algo que gerou polêmica na época, pois ela teve que ser substituída em alguns países, como os Estados Unidos, por exemplo.

Love and Theft – Bob Dylan

O trigésimo álbum de estúdio de Bob Dylan é considerado um dos melhores da sua carreira. Uma verdadeira obra prima. Foi lançado no dia 11 de setembro. Sim, dia da queda das Torres Gêmeas. O disco foi bem sucedido comercialmente e atingiu a posição 5 da Billboard 200. E também foi sucesso de crítica já que ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Folk Contemporâneo. “Lonesome Day Blues”, “Honest With Me”, “By And By”, “Lonesome Day Blues” e “Summer Days” estão entre os destaques.

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Origin of Symmetry – Muse

O segundo álbum do Muse consolida a sonoridade da banda que é uma mistura de rock alternativo com space rock. O disco foi bastante elogiado pela crítica na época e vez ou outra aparece bem posicionado em alguma lista de melhores discos britânicos de todos os tempos.  “Plug In Baby”, “New Born”, “Bliss”, “Hyper Music e Feeling Good”. Neste disco, o Muse mostrou que tinha pretensões de ser uma grande banda e não apenas um Radiohead mais pesado.

White Blood Cells – The White Strripes

O terceiro álbum do White Stripes foi o responsável por levar Jack White e Meg White ao estrelado. Trata-se de um registro viciante que te faz querer ouvir várias vezes seguidas. Um rock simples e cru, conduzido na sua maior parte apenas por guitarra e bateria. As músicas são concisas, as guitarras são sujas, distorcidas e sem efeitos de estúdio. Na época, eles foram considerados, assim como os Strokes, como a salvação do rock, já que o álbum trazia uma sonoridade retro de garagem.

Iowa – Slipknot

Pesado e sombrio, “Iowa” é o segundo álbum do Slipknot e marca um dos períodos mais conturbados já vivenciados pela banda, conforme explicam os próprios integrantes. Brigas internas, brigas com empresários, a pressão do sucesso e problemas com drogas marcaram as gravações desse que é o registro mais agressivo e brutal da banda, considerando todos os discos já lançados por eles até hoje. O disco estreou em primeiro lugar em várias listas pelo mundo e garantiu duas indicações ao Grammy com as músicas “Left Behind” e “My Plague”.

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Lateralus – Tool

O terceiro álbum do Tool é um dos mais aclamados da banda e foi produzido por David Bottrill, assim como os antecessores. O disco estreou na primeira posição da parada Billboard 200 e a música “Schism” venceu o Grammy de Melhor Performance Metal. Além dela, também foram lançadas como os singles “Parabola” e a faixa que dá título ao disco. Com músicas longas e complexas, a sonoridade pode ser descrita como uma mistura de metal, rock art e rock progressivo. É um disco que exige várias audições para que se possa compreender toda a sua essência, já que ele traz referências matemáticas e segredos escondidos ao longo das faixas.

Discovery – Daft Punk

“Discovery” é o segundo disco da dupla e traz uma mudança de sonoridade que chamou a atenção dos críticos e dos fãs. O álbum serviu como trilha sonora de um filme desenvolvido juntamente com a Toei Animation chamado “Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem”. Todas as músicas ganharam clipes com cenas do longa. Repleto samples, “Dicovery” é uma “homenagem à música de 1975 a 1985”, afirmaram os próprios integrantes na época do lançamento.

Mutter – Rammstein

“Mutter” é um dos melhores álbuns dos alemães do Rammstein e traz 11 faixas, sendo que 6 delas foram lançadas como singles: “Sonne”, “Links 2-3-4”, “Ich will”, “Mutter”, “Feuer frei!” e “Mein Herz brennt”. O processo de gravação desse que é o terceiro disco banda durou quase dois anos, já que os músicos trabalharam exaustivamente para suprir as expectativas deixadas pelo trabalho anterior.

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Rebirth – Angra

Assim como o título, o disco marca o renascimento do Angra após saída de André Matos (Vocal), Luis Mariutti (Baixo) e Ricardo Confessori (Bateria). A formação que gravou “Rebirth” contava com os remanescentes Rafael Bittencourt (Guitarra), Kiko Loureiro (Guitarra) somando forças com Aquiles Priester (Bateria), Felipe Andreoli (Baixo) e Edu Falaschi (Vocal). O disco manteve a grandiosidade do Angra com instrumentais impecáveis e músicas épicas.

The Invisible Band – Travis

É o terceiro disco dos escoceses do Travis, banda que faz uma mistura de post-britpop, rock alternativo e indie pop. O álbum teve a produção musical Nigel Godrich, que produziu todos os trabalhos do Radiohead depois de “The Bends”. “Invisible Band” estreou no topo das paradas britânicas puxado pelo mega hit “Sing”, a música mais famosa da banda. Foram lançados ainda, deste disco, os singles “Side” e “Flowers in the Window”. O título do disco surgiu da sensação que os integrantes tinham de ter músicas famosas, mas não serem uma banda famosa. O disco foi elogiado pela crítica na época.

Silverside up – Nickelback

O terceiro disco da banda canadense liderada por Chad Kroeger foi o responsável por apresentá-los ao mundo com o seu pós-grunge. Fez um sucesso estrondoso. Com uma produção mais polida e caprichada que os anteriores, “Silverside Up” foi impulsionado pelo mega hit “How You Remind Me” que alcançou o primeiro lugar na parada Billboard Mainstream Rock Tracks e na parada Modern Rock Tracks e teve um vídeo que rodou bastante na MTV. Vendeu mais de 15 milhões de cópias. Nos anos seguintes, eles se tornariam banda a banda mais odiada do Rock.

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