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Offspring entrega muito pouco em novo disco

Wabi Sabi Worldwide, LLC. (2021) - Nota (1 a 5): 2,5
Saiu! Confira a nova música do The Offspring; álbum chega em abril
Foto: The Offspring/reprodução

Quem tem por volta de 20, 25 anos talvez não saiba, mas o Offspring já foi uma das bandas de rock mais populares e relevantes do mundo, durante a década de 1990 e iniciozinho dos anos 2000, para ser um pouco mais preciso. A banda fez parte do chamado punk/hardcore melódico californiano que estourou por volta de 1994. Uma das dessas bandas é o Green Day. E o Offspring, em algum momento, chegou a ser mais popular, legal e relevante que a banda de Billie Joe.

A banda liderada pelo vocalista Dexter Holland e o guitarrista Noodles fez a sua estreia com um álbum homônimo lançado em 1989. O disco seguinte saiu em 1992, o bom “Ignition”. Mas foi com o terceiro trabalho, “Smash” (1994), que eles conquistaram projeção mundial. O álbum se tornou o registro independente mais vendido da história. O Offspring passou a ser extremamente popular e desejado pelas gravadoras. Assinaram com a Columbia Records e enfileiraram mais 3 grandes discos: “Ixnay On The Hombre” (1997), “Americana” (1998) e “Conspiracy Of One” (2000). Todos com alta rotação nas rádios e na MTV.

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A partir de 2003, no entanto, com o lançamento de “Splinter”, parece que eles entraram em modo piloto automático e não saíram mais. A banda perdeu popularidade e relevância deste então. Os discos seguintes “Rise and Fall, Rage and Grace” (2008) e “Days go By” (2012), produzidos por Bob Rock (Metallica, Moltey Crue), que também assina o novo trabalho, chamaram menos atenção ainda. Apenas a título de comparação: o Offspring já foi escalado para tocar no o palco Sunset, do Rock in Rio. Você consegue imaginar o Green Day tocando nesse palco?

Nove anos separam “Let The Bad Times Roll” de “Days Go By”. Era de se esperar um disco mais consistente e motivado, mas o resultado decepciona e não compensa, nem de longe, o período de espera. Em algum momento, o Offspring perdeu a capacidade de ser uma banda inventiva e o longo período de um disco para o outro não fez com que a banda recuperasse isso. Faltou inspiração e sobrou, precisamos ser bastante sinceros aqui, preguiça.

Vamos lá: “Let The Bad Times Roll” tem 12 faixas, uma delas é “Coming For You”, uma boa canção, mas que foi lançada como single em 2015, há 6 anos, portanto, é uma música velha. Com quase 10 anos para compor e gravar eles não tinham outra para colocar no lugar?

Outra música do disco é uma versão ao piano de “Gone Away”, uma das composições mais emblemáticas da banda lançada em “Ixnay On The Hombre” (1997). O formato já vinha sendo apresentado nos shows e eles julgaram que os fãs realmente precisavam disso registrado em disco de estúdio. Não precisavam. Primeiro que, Offspring e melodias ao piano não são duas coisas que combinam muito, segundo que, tal versão pode funcionar em um show para criar uma dinâmica e tal, mas não chega nem perto da canção original. Então, para que? Qual a necessidade?

Bom, tem uma outra faixa, “In The Hall Of The Mountain King”, que é uma música instrumental de um minuto, é mais uma vinheta que uma música. Tinha necessidade? Virtuosismo com os instrumentos nunca foi o forte da banda. Então, não custa perguntar de novo, para que? Desnecessária. E tem a última faixa, “Lullaby”, que também é uma vinheta, em que o vocalista Dexter repete os versos da faixa-título.

Balanceando o pacote que nos é entregue, fazendo dos descontos, por pouco, “Let The Bad Times Roll” poderia ter sido lançado como um EP. Fica muito difícil não pensar que a banda gravou um material preguiçoso e essa impressão acaba impactando na avaliação que se faz das demais canções.

Veja bem: o trabalho não é um desastre, tem os seus bons momentos, como em “Army Of One”, que mostra o grupo em boa forma, a faixa-título é um hit competente, assim como “We Never Have Sex Anymore”, em que eles flertam, mais uma vez, com a música mexicana. “Behind Your Walls” e “This Is Not Utopia” lembram os melhores momentos do Offspring mainstream, enquanto “The Opioid Diaires” remete aos primórdios do grupo.

Resumindo: o Offspring entrega muito pouco em “Let The Bad Times Roll”, apresenta um conjunto de boas músicas, mas nada memorável, nada perto de um hit poderoso como “The Kids Aren´t Alright”. Depois de tanto tempo, era de se esperar que a banda produzisse um rasgo de criatividade semelhante ao Green Day em “American Idiot”, até mesmo para honrar o seu passado, mas não foi dessa vez.

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12 comentários

  1. Que grandessíssima merda essa review, pegou um monte de informação de outros lugares, até copiando algumas falas desses lugares, além de errar em várias das informações, para simplesmente bostejar em um texto, dá para perceber que tem zero conhecimento sobre a banda.

    1. Nossa Raul, quanta raiva nesse coração. Relaxa irmão, é só uma opinião sobre um disco, não vai mudar nada na sua vida (se puder me mostrar de onde as informações foram copiadas, eu agradeço).

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